Associação de juízes vai ao STF contra proibição de audiências de custódia


A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira 4,  para pedir a suspensão da decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que proibiu a realização de audiências remotas de custódia durante a pandemia da covid-19.
“O estado de calamidade causado pela pandemia é uma situação excepcional. A utilização do recurso tecnológico da videoconferência facilita a realização das audiências, parte de 1 ato processual estabelecido por lei, e garante a inviolabilidade dos direitos dos presos”, afirmou a presidente da AMB, Renata Gil.
As audiências de custódia são os encontros estabelecidos por lei entre recém-detentos e um juiz depois de 24 horas passadas do ato da prisão. É o momento em que o magistrado avalia as condições que permeiam o pedido de prisão, como a necessidade, a legalidade, a adequação da pena, continuidade da prisão, ou até mesmo da eventual soltura do indivíduo.
A medida tem por objetivo preservar os direitos do detento, assegurando que não foi vítima de violência policial ou torturas.
A suspensão das audiências de custódia por videoconferência foi decisão do ministro Dias Toffoli, do STF. Segundo ele, o modelo remoto “vai de encontro à essência do instituto da audiência de custódia, que tem objetivo não apenas aferir a legalidade da prisão e a necessidade de sua manutenção, mas também verificar a ocorrência de tortura e maus-tratos”. Por Poder 360

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