O tudo ou nada nesta campanha atípica

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Por Mariano Maciel
Campanha atípica
A campanha eleitoral deste ano será curtíssima. Não haverá tempo para construir candidaturas novas. O índice de reeleição será grande porque os candidatos que têm nome e base eleitoral estruturada vão levar grande vantagem sobre os demais.
* Essa é a previsão de marqueteiros, analistas e  políticos.
Salve-se quem puder
Outra característica da campanha será a grosseria, marcada pelos golpes  abaixo da linha de cintura, exercícios de desespero de quem precisa resolver sua disputa em curto espaço de tempo.
* Todos querem aplicar um nocaute no adversário.
Bateu, levou
De sorte que não teremos debates de ideias, propostas e também programas. Teremos mesmo é pancadaria numa eleição curta e grossa.
Criatividade
O ineditismo de uma campanha eleitoral sob uma pandemia exigirá adaptações de candidatos e eleitores, que vão protagonizar um pleito municipal marcado por muitas incertezas, além das já habituais.
* O cenário atípico pode ter impacto desde a fase de propagandas até os resultados.
Teste de fidelidade  
A análise de vetos do presidente Jair Bolsonaro a projetos recentemente aprovados pelo Congresso — o novo marco regulatório do saneamento e a prorrogação da desoneração da folha de pagamentos de empresas — deverá servir como primeira mostra da recomposição, pelo Palácio do Planalto, de uma base aliada no Legislativo.
* Nos últimos meses, o governo aproximou-se de partidos do centrão, aumentando seu apoio formal na Câmara e no Senado.
Veto a saneamento
O veto do governo Bolsonaro ao marco legal do saneamento conseguiu unir senadores de oposição, deputados governistas, partidos pró-privatizações e até os articuladores do projeto. Bancadas partidárias das duas Casas, Câmara e Senado, dão como certo que a decisão do Palácio do Planalto será derrubada na próxima sessão deliberativa.
A dúvida agora é quando o assunto será apreciado. Congressistas pressionam o presidente do Davi Alcolumbre (DEM-AP) a passar o veto na frente para que o Parlamento possa, enfim, dar uma resposta ao Executivo.
 Vitrine
Em crítica velada a Dias Tófolli, presidente do STF, o ministro Marco Aurélio Mello pede que o novo presidente “tire o STF da vitrine”, O ministro cansou de ver o tribunal na mira de foguetes ao longo dos últimos meses. “Espero que se busque, acima de tudo, tirar o Supremo da vitrine. Quando se está na vitrine, o estilingue funciona. Temos que voltar a uma introspecção maior” – disse..
* Mello, ao menos em parte, põe o protagonismo indesejado na conta de Dias Toffoli, ao afirmar:— Creio que, no afã de relacionar-se, ele acabou colocando o tribunal na vitrine. E nós também tivemos que enfrentar matérias controvertidas, o que contribuiu para este quadro, não é?
Frase
"A trajetória da curva (pandemia) tem crescido no Centro-Oeste. Agora, temos essas ações dos governos do Distrito Federal e de Goiás, de reabertura, enquanto há uma alta ocupação de leitos. Eles precisam emergencialmente tomar medidas para parar esse processo" - avaliação de José Henrique Nascimento, Head de Competitividade do CLP.


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