Caminho para o Cadafalso – Por Cássio Rizzonuto

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Cássio Rizzonuto

Não se tem notícia, no planeta, de nada positivo realizado pelos chamados “regimes de esquerda” na construção de mundo melhor para as gerações viventes (se é que é possível melhorar tal cruel mundo). Mas não há, também, como evitar a eterna fricção, tese/antítese, pois é nela em que tudo se desenvolve.

O que se sabe e se tem certeza é que se fossem eliminados todos os problemas existentes, a vida não teria nenhum sentido (se é possível pressupor que algum dia tenha tido). Por isso, fica bem claro que a chamada esquerda, apesar de ser espécie de polo negativo do sistema, não tem como ser eliminada. Sua contribuição é existir.

Desde o fim do regime militar (1985), o Brasil veio sendo conduzido por governos de viés esquerdista. Em 1985, quando o oportunista Sarney assumiu, instalou-se fase única de roubalheira dos cofres públicos que veio se intensificando até a gestão vampiresca Michel Temer. Este fechou com chave de ouro a desmoralização geral.

Durante 33 anos, até a eleição de Jair Bolsonaro, os ditos esquerdistas, picaretas e oportunistas, aparelharam e roubaram o Estado brasileiro, montando máquina azeitada de corrupção, manipulação e engodo. Desmoralizaram todas as instituições, a começar pela Presidência da República, com a louvação da canalhice e da barbárie.

Só não transformaram o país numa Venezuela por conta das forças armadas nacionais, que têm raízes no nacionalismo e na defesa da pátria. Mas o desmonte é visível: sistema educacional falido, novas gerações mergulhadas no analfabetismo (não conseguem escrever nem ler), incapazes de se expressar por profundo desconhecimento.

Regredimos ao Brasil colonial português, quando se via proibida a impressão de livros e quando os aventureiros aqui chegavam para carregar riquezas e retornar às terras de origem. É só procurar, hoje, nas casas da chamada classe média, quem cultiva o hábito da leitura ou traz em casa uma estante com pelo menos dois ou três livros.

Hoje, grande parte dos insatisfeitos reclama medidas imediatas, como se fosse possível a correção de rumos da noite para o dia. Pedem, com insistência, que o presidente intervenha no STF, moldado por esquerdistas que sonhavam com a mesma submissão do Tribunal Supremo de Justiça (Venezuela).

No país vizinho, hoje destroçado e arruinado, o falecido presidente Hugo Chávez nomeou apaniguados e leguleios, desestruturando o seu arcabouço jurídico e econômico, gerando situação de total indigência e desconstrução. A Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do globo terrestre, está importando gasolina do Irã.

No Brasil, os absurdos cometidos pelo STF o levam a enredar-se na própria teia do desmantelo, trilhando completa avacalhação. Nunca se tinha visto a instituição com integrantes que pudessem alcançar níveis de tão inteiro desprestígio. A anarquia é geral e cada um de seus 11 membros cria as próprias leis.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADIN -, movida pela Advocacia-Geral da União, retrata fielmente a sinuca de bico em que se meteram os integrantes da Suprema Corte, devido à decisão de um de seus ministros (Alexandre de Moraes), ao censurar a liberdade de expressão nas redes sociais.

O STF vai ter de responder. Mostrar em que parte da Constituição Federal se esconde o artigo que fala em censura. Se não for possível apontar, Alexandre de Moraes exorbitou de suas funções e terá de ser afastado pelo Senado, medida que renomados juristas têm defendido.

O fato é que o país precisa retomar o comando das ações, fazendo valer a Lei maior que é a sua Constituição Federal. Afinal, não podemos viver na dependência de interpretações e imposições de ministros do STF, sejam quais forem.

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