Covid-19: morte de índios dispara com disseminação na Amazônia

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Foto: Ricardo Moraes/Reuters 
O coronvírus está se disseminando rapidamente entre as populações indígenas do Brasil, e as mortes causadas pela doença aumentaram mais de cinco vezes no último mês, de acordo com dados coletados por uma associação nacional de povos indígenas.
Muitos epidemiologistas tinham esperança de que locais remotos pudessem proteger as tribos, mas o vírus, que se alastrou primeiro nas capitais estaduais cosmopolitas de São Paulo e Rio de Janeiro, está devastando cada vez mais estas comunidades afastadas, onde os serviços de saúde básicos são frequentemente precários.

Para muitos indígenas, a crise lembra um passado sombrio.
Quando os europeus navegaram os rios da floresta tropical amazônica pela primeira vez, a varíola dizimou tribos locais. Mais tarde, seringueiros, garimpeiros e colonos espalharam malária, sarampo e gripe. Agora é a vez da covid-19.
As mortes entre os povos indígenas brasileiros subiu das 28 do final de abril para 182 no dia 1º de junho, segundo a Apib (Articulação de Povos Indígenas do Brasil), uma associação nacional que congrega as 305 tribos do país.
As cifras oficiais do governo brasileiro estimam o número de mortos em 59, já que só computam como mortes de indígenas aquelas ocorridas entre tribos que moram em reservas, mas não as daqueles que migraram para as cidades.
O Ministério da Saúde, que coleta os dados e oferece assistência médica a tribos indígenas, não respondeu de imediato a um pedido de comentário.
Os números podem ser pequenos quando comparados com o do resto do país, que agora tem o segundo maior surto do mundo, mas são significativos por mostrarem que o vírus se instalou em comunidades vulneráveis onde médicos temem que a disseminação seja devastadora.
O Parque do Xingu, que é a primeira reserva indígena do Brasil, abriga 16 tribos e onde Rodrigues trabalha, impediu o acesso de forasteiros e até agora não teve casos da covid-19. Por R7



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