Mecias de Jesus faz alerta para crime nacional


Márcio Accioly

Em tempo de pandemia do Coronavírus, os recursos financeiros públicos, enviados às 27 unidades da Federação, são contabilizados na casa de bilhões de reais! Dinheiro que vem dos impostos e que teria de ser administrado de maneira a fazer com que a população seja recompensada com bons serviços. Mas não é o que acontece.

Quando todo este pesadelo terminar, a Polícia Federal certamente irá apresentar relatórios e indiciamento de figuras públicas que envergonham a todos com suas atitudes. São pessoas que deixam claro não se importar com representados ou semelhantes, mas com aquilo que podem lucrar na ocorrência de tragédia das mais abaladoras.

Os respiradores, considerados essenciais no tratamento de pacientes infectados, passaram a ser cotados em valor mais alto do que qualquer raro mineral do planeta. Como só eram ofertados no mercado internacional, seu valor inicial passou a ser cinco vezes maior do que o preço considerado “normal”. Mesmo assim, viria um superfaturamento.

Em Roraima, o superfaturamento alcançou nível tão impressionante que o senador Mecias de Jesus (Republicanos), quedou-se alarmado. Ele apelou ao governador Antônio Denarium, buscando providências imediatas que apurassem razões que levam um respirador, normalmente cotado a R$ 60 mil, no máximo, ter sido adquirido a R$ 220 mil!

Outros estados, em grande número, praticaram o mesmo absurdo. A questão é que em Roraima o pagamento foi efetuado antecipadamente, embora a entrega dos aparelhos só vá ocorrer daqui a 60 dias. O senador roraimense, que tem se desdobrado para disponibilizar recursos necessários para o estado, sentiu-se traído pela nefasta ação.

Em Brasília, órgãos fiscalizadores já detectaram inúmeras irregularidades em compras sem licitação, feitas às pressas, drenando milhões de reais. Foram liberados R$ 60 bilhões em quatro parcelas mensais. Desse total, os estados poderão utilizar livremente R$30 bilhões, enquanto os municípios ficarão com R$ 20 bilhões também para uso livre.

O significativo volume de dinheiro deixou gente desonesta desejosa de lucrar em cima do sofrimento de todos. Mas o senador Mecias de Jesus, com relação a Roraima, manifestou suas apreensões ao governador do estado e exigiu rigorosa apuração. O grito foi dado. Como diz o adágio, por falta de um grito muitas vezes se perde a boiada.



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