Maioria dos governadores ignora novo decreto de Bolsonaro



A inclusão de academias e salões de beleza entre atividades essenciais em meio à pandemia do novo coronavírus, feita na segunda-feira (11) pelo presidente Jair Boldonaro, gerou uma reação negativa entre os governadores, que não devem acatar a mudança nas regras.
O Maranhão é um deles e foi o primeiro a iniciar um lockdown, a versão mais restrita do isolamento, na capital São Luís e na sua área metropolitana para tentar conter o avanço da epidemia. A capital maranhense já é a terceira cidade com mais casos e mais óbitos por 1 milhão de habitantes.
Da mesma forma, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) rechaçou qualquer mudança. Seu Estado está com lockdown em Belém e outras nove
No Ceará, onde o sistema de saúde já está praticamente em colapso, o governador Camilo Santana (PT) foi na mesma linha:
Os governadores de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), do Piauí, Wellington Dias (PT)  da Bahia, Rui Costa (PT), e do Acre, Gladson Cameli (PP) também foram às redes afirmar que não seguirão o decreto presidencial.
Já o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), não comentou diretamente o tema, mas listou as atividades econômicas que poderão ficar abertas no Estado. Entre elas não estavam academias e salões de beleza. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), também anunciou que não cumprirá o decreto.
Os governadores se referem à decisão do plenário do STF que entendeu que cabe a Estados e municípios determinarem o que pode ou não abrir durante os períodos de isolamento social para conter o avanço da Covid-19, doença respiratória provocada pelo novo coronavírus e que já matou mais de 11 mil pessoas no Brasil.
Incomodado, Bolsonaro critica constantemente essa decisão e, na semana passada, chegou a levar um grupo de empresários para uma reunião surpresa com o presidente do Supremo, Dias Toffoli, para que reclamassem das restrições impostas pelos governadores.
O decreto foi publicado na noite de segunda-feira e Bolsonaro afirmou que outros virão. O presidente tem usado o decreto de atividades essenciais para burlar as proibições regionais de funcionamento de comércio e serviços. Este é o terceiro que inclui mais atividades entre as essenciais.
DA REUTERS


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