Semana começa pelo aprofundamento da crise enfrentada pelo governo

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As acusações de Moro sobre interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal terão desdobramentos a partir desta segunda- feira, 27. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir sobre inquérito; O Congresso Nacional analisará  pedido de  instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e o presidente oficializará substitutos no ministério da Justiça  e na Polícia Federal.

A decisão sobre a possível instauração do inquérito será do ministro Celso de Mello, decano do Supremo, a partir de pedido apresentado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, na sexta-feira (24/4).

No Congresso, um dos pedidos de impeachment contra o presidente Bolsonaro será apresentado nesta segunda-feira (27/4) pelo PSB, com base nas denúncias de Moro e também em supostos crimes de responsabilidade que teriam sido cometidos pelo chefe do Executivo em meio à crise do novo coronavírus. Além disso, também na sexta-feira, o deputado Aliel Machado (PSB-PR) protocolou um requerimento de instalação de uma CPI para apurar os relatos do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública.

Já no Executivo, Bolsonaro deve confirmar o nome de Jorge Oliveira, atual secretário-geral da Presidência, como novo ministro da Justiça e Segurança Pública. Advogado e major da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal, ele é o preferido da família do presidente, da qual é amigo.

O nome do novo diretor-geral da Polícia Federal também deve ser anunciado por Bolsonaro. Será Alexandre Ramagem, atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ramagem foi o coordenador da segurança de Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018 e se tornou amigo da família do presidente. Com informações do Correio Braziliense


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