Revolução ou o eterno caos? - Por Cássio Rizzonuto

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Cássio Rizzonuto

Imagine-se país fictício, onde grande parte dos integrantes do Poder Legislativo estivesse às voltas com acusações de roubo, desvios financeiros, falcatruas e atos desmoralizantes. Imagine-se, ainda, que o Judiciário de lá quase nada fizesse, já que boa parte de seus integrantes estaria, também, envolvida na prática de crimes inomináveis.

Um país onde existisse casta de funcionários públicos que, desde a sua fundação, gozasse de privilégios inalcançáveis por quem trabalha e paga suas mordomias e salários. Onde políticos tivessem acesso a facilidades e benesses, com hospitais de primeiríssima linha, enquanto o povo morresse à míngua no desespero.

País inacreditável onde quase sempre fosse revelado que o seu Poder Judiciário é composto por parcela de crápulas vendedores de sentenças, bandidos de toga que, quando flagrados, são aposentados de forma compulsória e recebem altos salários até o fim de seus dias. Poucas pessoas acreditariam que tal lugar existisse.

Pior: muitos sabem que onde tal desregramento acontece, revoluções terminam por derrubar os seus dirigentes: alguns até empalados e fuzilados de forma sumária, zerando-se o processo para que tudo recomeçasse outra vez. Quem pode imaginar país onde seus presidentes (com raras exceções), são comprovadamente ladrões?

Situação como a imaginada não iria se eternizar, a não ser que todos tivessem passado desta para pior, desembarcando no inferno. Se história como esta fosse grafada num volume, estaria inserida na categoria de horrores. Ainda mais, considerando-se que a maioria dos políticos daquele país não possui qualquer formação intelectual, nem moral!

Tudo isso vem à imaginação quando se faz retrospecto do que tem sido dito e feito pelo atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Vejam o que ele afirmou, em discurso, no dia 30 de novembro de 2016:

“Nós não podemos aceitar que a Câmara dos Deputados se transforme num cartório carimbador de opiniões de parte da sociedade, que são democráticas, mas que a Câmara de Deputados tem toda a legitimidade para ratificar, para modificar ou até para rejeitar. Nós aqui não somos obrigados a aprovar tudo que chega a este plenário”.

Longe daquele país fictício, há no Brasil quem defenda que o presidente baixe ato institucional e remova deputados e senadores envolvidos em falcatruas, deixando que os suplentes assumam. Muitos defendem que se reduza o número de deputados federais e estaduais. Antes de abril de 77, tínhamos dois senadores em vez de três.

A população aplaudiria se o STM assumisse, por ato presidencial, a tarefa de remover integrantes do STF envolvidos em crimes e que fossem substituídos por pessoas íntegras com mandato limitado. Democracia é o governo do povo. E o Exército de um país é o seu povo armado para cumprir o desejo da maioria.

Bandidos que se apossaram do estado brasileiro já excederam, há muito, suas atribuições. Não há como continuar com tantos desmandos e abusos. Antes que uma revolução sangrenta tome as ruas, o presidente deve agir. Ele foi eleito para pôr fim à roubalheira e à pouca vergonha praticada por desonestos integrantes das instituições.


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