Projeto de Mecias de Jesus aponta caminho

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Márcio Accioly

Alguns médicos, infectologistas e profissionais da área defendem isolamento social e medidas extremas no combate ao coronavírus, ou vírus chinês como vai ficar conhecido. Mas há pessoas tão qualificadas quanto, defendendo o exato oposto. O que se percebe, mesmo, é a estupefação diante de pandemônio que ninguém aguardava.

A humanidade sempre foi assolada por grandes pandemias. Delas, resultaram estudos em busca de paliativos e remédios para a cura. Antes dessa grave ocorrência, que teve origem em Wohan, Província de Hubei (China), o mundo testemunhou cinco outras grandes pandemias que vitimaram milhões de pessoas por todo o planeta.

A última de que se tem notícia foi a AIDS (vírus HIV), cuja origem se atribui ao Continente Africano e que, a partir de 1981, registrou escalada de pessoas infectadas nos EUA. O primeiro caso registrado de AIDS, no Brasil, foi em São Paulo, em 82. O desmonte econômico causado por tais doenças deixa rastro de dor e fome.

Na era tecnológica que se vive, com grandes laboratórios e centros de estudos epidemiológicos, cientistas conseguem dentro de espaço de tempo reduzido fabricar medicação que combata a disseminação do coronavírus. Mesmo assim, os estragos na economia são enormes e a demora na retomada da normalidade vai além do desejado.

A grande preocupação é a economia. Que fazer? As pessoas têm de pagar suas dívidas, colocar tudo em dia, por que se isso não for feito nada irá funcionar. O momento exige ações únicas, totalmente diferentes das aplicadas antes, porque o mundo moderno jamais viveu situação semelhante.

Com tal preocupação, o senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), apresentou o Projeto de Lei nº 1.543, autorizando “a prorrogação de dívidas rurais em decorrência da pandemia do coronavírus”. Não deve existir inquietação maior, em cenário de calamidade como o que ora acontece, do que aquela de ter cuidado com as pessoas.

A maneira principal de se cuidar do bem-estar de todos é pela alimentação. “Saco vazio não se põe em pé”, diz o adágio. E quem leva o alimento à mesa? O produtor rural. É ele quem ara a terra e produz no campo, quase sempre esquecido, viabilizando conforto geral através da colheita dos nutrientes indispensáveis.

O PL de Mecias de Jesus diz que a prorrogação “se aplica a todas as operações formalizadas por contrato, individual, grupal ou coletivo”, no âmbito do PRONAF. É o tipo de encaminhamento que se espera de homem público que possua representação política, credenciado, portanto, para propor saídas.

Só nos resta torcer para que a atual crise não se prolongue, e que nos deixe lições profundas de respeito ao próximo e de solidariedade. Com cada qual fazendo a sua parte, iremos superar mais uma pandemia que certamente não será a última, mas poderá oferecer lição de grandeza no registro histórico de nossa passagem pelo mundo.

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