Deputados cobram liberação de recursos de emendas para a área da saúde do Amazonas

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Deputados cobraram do governo federal, nesta quinta-feira (23), a liberação imediata de recursos previstos em emendas individuais e de bancada para a área da saúde do Estado do Amazonas. Os recursos, se liberados, serão usados para garantir respiradores, tomógrafos, medicamentos, equipamentos de proteção individual (EPIs) e profissionais de saúde para enfrentar os efeitos da pandemia de Covid-19 no estado.

A cobrança foi feita pelo coordenador da comissão externa da Câmara dos Deputados que discute ações de combate à pandemia, deputado Dr. Luiz Antonio Teixeira Jr. (PP-RJ), e pelos deputados Marcelo Ramos (PL-AM), Delegado Pablo (PSL-AM), José Ricardo (PT-AM), Átila Lins (PP-AM) e Silas Câmara (Republicanos-AM), que foi infectado pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) e se recupera da doença.

Marcelo Ramos destacou que todos os leitos de UTI do Amazonas estão na capital, Manaus, e disse que os cerca de R$ 70 milhões liberados até o momento pelo governo federal para ações de saúde no estado são insuficientes para frear o avanço do vírus, sobretudo no interior.

Segundo Ramos, apenas as emendas individuais destinadas à Saúde somam R$ 216 milhões. "Recurso que o governo já é obrigado a pagar."

Isolamento social

O governador do Amazonas, Wilson Lima, destacou na reunião a necessidade de apoio do governo federal para a aquisição de respiradores e de EPIs e para a contratação de recursos humanos, principalmente de médicos de UTI. Lima, que não proibiu totalmente a atividade econômica no estado, comentou dificuldades para garantir o isolamento social frente ao pico da pandemia, que, segundo ele, é esperado para a primeira quinzena de maio

Pressa

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, disse que é importante facilitar a logística de combate ao coronavírus. Ele destacou a necessidade de tomógrafos em lugares estratégicos, para melhorar a triagem de casos graves e evitar internações desnecessárias. “Se o pulmão estiver bom, não há necessidade de internação”, disse ele.

Virgílio Neto disse ainda que as aparições do presidente da República, Jair Bolsonaro, em locais públicos comprometem a mobilização pelo isolamento. Segundo ele, Manaus não tem a menor condição de se abrir completamente para a atividade econômica neste momento. "Mais pessoas vão adoecer, mais pessoas vão para os hospitais que estão lotados”, disse.

Fonte: Agência Câmara de Notícias



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