Como o coronavírus vai mudar nossas vidas? - Por: Harlley Rebouças

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Com a pandemia do novo coronavírus (covid-19), grande parte das pessoas é obrigada a ficar em casa, por causa da determinação da quarentena por parte das autoridades de quase todos os países do mundo. Muitas empresas estão perdendo grande parte de seu faturamento por causa do coronavírus. Entretanto, há negócios que tendem a crescer nesse cenário. Veja na lista abaixo:

As pessoas deverão fazer mais compras pela Internet


Esse certamente deverá ser o setor que mais crescerá com a pandemia do coronavírus. Para se ter uma ideia somente no ano passado o e-commerce brasileiro já havia crescido 22,7%, faturando R$ 75,1 bilhões. Nesse setor temos grandes "players" como Mercado Livre, Magazine Luiza, Casas Bahia, Submarino, Americanas e Amazon. Desde o inicio do isolamento social as compras feitas por internet já dispararam180% segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (Abcomm). O Magazine Luiza por exemplo é um dos varejistas que está de olho nesse crescimento. Para incentivar as compras pela internet a rede anunciou uma promoção que dá frete grátis para todo o país em compras realizadas pelo aplicativo da companhia, em operações acima de R$ 99. Categorias de produtos com maior procura e necessidade imediata, como álcool em gel e nebulizadores, possuem o benefício de frete grátis, independentemente do valor. 



Outra concorrente que merece também destaque é a Amazon, empresa mais valiosa do mundo que chegou no Brasil em setembro do ano passado com o seu pacote de serviço Prime. Nesse pacote a gigante americana oferece frete grátis na compra de produtos com o selo da categoria, além de acesso a conteúdos como filmes, séries, música, jogos e um catálogo rotativo de revistas e livros. A assinatura custa apenas R$ 9,90 por mês ou R$ 89 por ano. A oferta de frete grátis é muito bem vinda para quem mora em regiões distantes do Brasil como Rondônia e Acre aonde o custo do frete costuma ser bastante elevado. Outra vantagem também desse serviço é que a média do prazo de entrega gira em torno de 1 semana dependendo da região em que a pessoa mora. 
Para atender todo o aumento da demanda das compras online a empresa anunciou que deverá contratar 75 mil pessoas no mundo inteiro para empregos nas áreas de centros de distribuição e logística. Nessa semana as ações da empresa bateram recorde histórico é hoje está avaliada em torno de US$ 1,1 trilhão (cerca de R$ 5,7 trilhões).  Para quem não sabe a Amazon pertence ao Bilionário Jeff Benzos (atualmente o homem mais rico do mundo, segundo a revista Forbes.) é conhecida por ser uma empresa transnacional de tecnologia que foca em comércio eletrónico, computação em nuvem, streaming digital e inteligência artificial. Aliás quase a metade de todos os sites da internet ao redor do mundo é hospedado por esta empresa através de uma subsidiária chamada Amazon Web Services. 

Canais de TV perderão anunciantes enquanto que serviços de streaming crescerá.

A perda de anunciantes em emissoras de TV durante a pandemia de coronavírus tem preocupado o setor.  Nessa semana por exemplo a TV Record pediu um adiamento de 90 dias no pagamento de suas dívidas trabalhistas, em ação protocolada na Justiça do Trabalho, em São Paulo. A companhia afirma que a moratória de três meses nos pagamentos foi solicitada em virtude do surto de coronavírus, que prejudicou suas receitas. Segundo um colunista do UOL a TV Record perdeu cerca de 200 anunciantes durante o período desta pandemia. Essa situação vem acontecendo também em diversas outras canais de televisão e suas afiliadas. 

Por outro lado o mercado de Publicidade na Internet e empresas de streaming vem crescendo. Para se ter uma ideia do tamanho do negócio já no ano de 2018 (isso há 2 anos atrás) apenas o Google e o Facebook juntos já eram responsáveis por mais de 30% de toda a receita de publicidade no mundo inteiro. Enquanto as emissoras de televisão perdem cada dia mais público. Serviços como: Netflix, Youtube e Amazon Prime crescem vertiginosamente. Segundo dados do portal de estatística Statista, a Netflix hoje já é responsável por consumir 15% de todo o tráfego de internet global, enquanto que o Youtube detém 40%. Um exemplo da popularização destes serviços é a recente onde de lives (Shows AO VIVO) realizada por artistas famosos. Grandes anunciantes como: Casas, Bahia, Cielo, Ambev, Magazine Luiza, Perdigão, Vivo entre outras empresas vem patrocinando estas lives e deixando de investir em mídias tradicionais como a televisão.

Os serviços de streaming são amplamente usados e são bem recebidos no Brasil. Conforme informações divulgadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a televisão por assinatura perdeu 1,7 bilhões de assinantes em 2020, voltando ao patamar de 2012. Em contrapartida, a Netflix atingiu o nível de 31,4 milhões de usuários na América Latina, ao mesmo tempo a Amazon Prime Video fechou o ano passado com mais de 150 milhões de assinaturas. Essa também foi uma semana histórica para a Netflix que ultrapassou a gigante Disney em valor de mercado. Portanto hoje a empresa Netflix é mais valiosa que todo o gigante conglomerado Disney que inclui: Canais Espn, Star Wars, Pixar, Marvel, Canais Fox, Abc Television, Parques temáticos entre outros.

Educação a distância deverá crescer ainda mais no Brasil

Ano passado essa modalidade de ensino já havia crescido cerca de 55% portanto não há dúvida o futuro é EAD. Em 2023, mais alunos se matricularão em cursos da modalidade de Educação a Distância do que nos presenciais, segundo projeção da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes). O aumento na procura por EAD é crescente, como aponta o Censo da Educação Superior, realizado pelo Inep/MEC. Conforme a pesquisa, em 2018 houve, pela primeira vez na série histórica, mais vagas ofertadas a distância (7,1 milhões) do que em cursos presenciais (6,3 milhões). Flexibilidade para estudar e economia são as vantagens apontadas por estudantes que optaram por essa modalidade de ensino. Isso porque para uma instituição manter um curso a distância não tem os mesmos gastos que teria se as aulas fossem presenciais. Além disso, o aluno economiza com deslocamentos, alimentação fora de casa e cópias de apostilas.


Comidas por aplicativo (Ifood, Uber Eats, Rappi entre Outros)

Os principais aplicativos de entrega também apresentam uma tendência de aumentar as vendas. Subtraindo o fato de que alguns restaurantes e mercados fecharam com a crise do coronavírus, as empresas devem ver o volume de pedidos aumentar à impossibilidade de ir ao local pessoalmente e à necessidade de refeições e produtos frescos.

A colombiana Rappi viu sua demanda triplicar nos últimos dias. A companhia informou que o número de pedidos pelo aplicativo teve um aumento de 30% na América Latina. O elevação dos números pode ter relação com as recomendações de quarentena, como medida de proteção contra o coronavírus. O número de pedidos feitos pelo IFood, da empresa Movile, mais que dobrou no ano passado, o montante foi de 8,5 milhões no mês de julho de 2018 para 20 milhões no mesmo período de 2019. Ao mesmo tempo, o número de restaurantes cadastrados também aumentou, passando de 50 mil para 100 mil, na mesma comparação.

Crescimento no Home Office 



Não é só a implantação de home office que foi acelerada dentro das empresas por causa da pandemia do coronavírus. A corrida pela modernização diante da crise vai trazer novos desafios para as organizações. Uma pesquisa realizada nesta semana com 359 empresas brasileiras indica que quase metade delas adotou o home office como resposta direta à evolução do coronavírus no país. A prática, para esse montante, foi implementada para cerca de 60% do quadro de funcionários.  Outros 43% afirmaram possuir essa política há mais de um ano.


Bancos digitais 

A tendência de médio prazo não mudou. A digitalização do setor bancário continuará, e a crise do coronavírus, no fim, pode aprofundar o hábito da população de acessar serviços online, provando que as agências físicas já não são necessárias. Grandes Bancos vem incentivando a população a usar apenas os canais digitais e vem investindo em propagandas para esse fim. Um exemplo claro disso é a propaganda do Banco do Brasil com o humorista Renato Aragão, incentivando pessoas de mais idade a usar o aplicativo do banco. 


Após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre do ano passado, o Bradesco anunciou que fechará 10% de sua rede de agências até o final deste ano. Dessa forma, aproximadamente 450 unidades serão fechadas. A pressão dos concorrentes digitais e o aumento nas despesas foram apontadas como as principais causas que motivaram a decisão.  Seguindo a tendência, o Itaú Unibanco também anunciou o fechamento de 400 das suas agências também para o final deste ano. De acordo com o presidente do banco, Candido Bracher, a medida não trará impactos negativos aos clientes. Mais recentemente o Banco do Brasil colocou em prática um plano para reduzir a estrutura da instituição financeira. Com isso, cerca de 460 agências bancárias já foram fechadas.

Harlley Rebouças - Mora em Porto Velho/RO. Trabalha na Assembleia Legislativa de Rondônia é formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas com pós-graduação em Marketing Digital e Aplicações Web.







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