A contramão da esquerdalha - Por Cássio Rizzonuto

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Cássio Rizzonuto

Dizer que vivemos situação gravíssima, onde só faltaria pequeno incidente (mesmo não relacionado ao foco principal), para deflagrar desmonte geral, é chover no molhado. O momento é pré-revolucionário. E assusta, quando se percebe que a crise atual não irá dar trégua em curto tempo.

Se não existisse a internet com suas redes sociais, o presidente estaria correndo alto risco. A acreditar na grande imprensa, com seus jornalões viciados e dependentes dos recursos financeiros públicos, o único remédio seria trazer a esquerda de volta, resgatando-se até mesmo o nefasto Jean Wyllys com seus trejeitos e cusparadas.

A grande imprensa (grande por volumosa), além de não pensar, sequer enxerga o que ocorre bem debaixo do nariz. Vive numa casta, cada qual escrevendo para o outro e criando fantasias. Basta ver a entrevista do ex-presidente FHC ao Estadão, no domingo (19), afirmando que “Luciano Huck fica menor na crise. Doria tem maior projeção”.

O Doria a que se refere é governador de São Paulo. As redes sociais o retratam dançando, balançando glúteos miúdos em jeans apertados, como se sensualizando. O mesmo Doria demitido da Embratur, no governo Sarney (1985-1990), por corrupção! Já FHC é responsável por um dos governos mais corruptos de nossa história.

O país em via de catástrofe e FHC dando crédito a farsante trampolineiro da política, que deseja agora se instalar na Presidência. Dificilmente João Doria conseguirá reeleição estadual. Mesmo balançando os glúteos miúdos em jeans apertados. Parece já ter enchido todas as medidas. Se quiser tirar a prova, que passeie na rua.

FHC também disse que o STF cresce na crise. O Supremo Tribunal Federal cujo presidente, Dias Toffoli, é acusado de receber propina de R$ 100 mil mensais e que, até hoje, não se dignou falar sobre o assunto. O fato é que de tanto publicar essas matérias e de fazer louvação uns dos outros, eles terminam acreditando no próprio delírio.

Enquanto isso, uma das saídas estudadas, face o clamor da maioria que apoia o presidente Bolsonaro, é remover integrantes do STF e do Congresso Nacional que estejam envolvidos comprovadamente em falcatruas. O presidente não quer assumir o ônus de fechar aquelas instituições, mas sabe que alguma coisa terá de ser feita.

O Poder Judiciário é integrado por quantidade de corruptos capaz de fazer gelar o sangue de quem dele necessite. A venda de sentenças ocorre em todos os níveis e escalões. O envolvimento de parentes de “magistrados”, intermediando negociatas das mais espúrias, é aberração institucionalizada. O país tem de fazer reforma total.

Antes do movimento militar de 1964, vereadores da maioria dos municípios brasileiros não recebiam salários. Hoje, eles são em maior número e assalariados, pressionando prefeitos e se acumpliciando no desvio de recursos financeiros públicos. Muitos cobram propinas para a aprovação de projetos. A roubalheira é fato “normal”.

São diversos e variados os ralos da corrupção nacional. Com uma educação falha, em que poucos sabem como produzir, só resta se amparar no estado com prática ativa no desvio do dinheiro público. O que a esquerda deseja é destituir o presidente e voltar ao cenário anterior. Vai dar com os burros n’água. E ainda não entendeu nadinha.


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