Se não arrecada, não é prioridade – Por Fabrício Fernandes de Jesus

Nenhum comentário

Quatro vítimas de latrocínio no DF de fevereiro até agora. A última vítima foi assaltada e morta com uma facada enquanto aguardava o Uber na plataforma superior da rodoviária do Plano Piloto; a mesma plataforma que João de Santo Cristo certo dia parou e disse: “meu Deus, mas que cidade linda”.
João sempre esteve certo! Brasília é mesmo linda, está apenas entregue para prioridades das quais a segurança não é necessariamente uma delas.
Joanisval Gonçalves, um grande amigo consultor do Senado Federal, sempre me encantou ao dizer que vislumbra uma Brasília como a vitrine do país. Tudo que fosse bom e de referência deveria partir daqui: uma cidade modelo para o Brasil.
Somos anfitriões de toda a estrutura do governo federal, agências, autarquias. Sede da inteligência de grandes corporações. Decisões são tomadas daqui. Abrigamos o presidente da República e seus ministros, Senadores e Deputados. Por que não somos referência? Na verdade, de que somos referência? Sede do poder administrativo? Grande coisa! Precisa-se de mais!
Outro dia, conversava sobre o nível zero de criminalidade da Noruega. Faltam criminosos por lá. Sem comparações esdrúxulas, apenas pergunto: qual o dever de casa que a Noruega fez que ainda não conseguimos fazer?
Sou um crítico veemente do Detran e de suas operações espetaculosas de apreensão de carros de trabalhadores que, por muitas vezes, pedalam mensalmente em seus orçamentos para fecharem as contas. Agentes de transito são importantes, mas estão fazendo isso da forma errada.
Obviamente, entendo o motivo pelo qual o Detran tem mais estrutura do que outras polícias: eles arrecadam e movimentam uma indústria volumosa.
Drones do Detran são capazes de flagrar – e multar, é claro – veículos estacionados em locais não permitidos e outras infrações. Contudo, esses mesmos drones não servem para coibir os atentados contra a segurança do brasiliense nas ruas. O que vale mais: um carro apreendido no pátio por falta de licenciamento ou um cidadão esfaqueado após um roubo?
Resumo: segurança é uma questão de prioridade e de valor! O GDF costuma dar uma resposta rápida e eficiente quando uma situação de maior proporção ameaça a imagem do governo, colocando em risco o resultado de uma eleição.
Agora, casos “esporádicos”, uma facada aqui e outra ali, simplesmente “acontece” e nada pode ser feito.

--
Fabrício Fernandes de Jesus 


Nenhum comentário

Postar um comentário