PMs encerram greve no Ceará



Policiais militares amotinados no 18º Batalhão da PM, em Fortaleza, votaram por terminar a greve na noite deste domingo (1º). Os agentes aceitaram a proposta definida pela comissão especial formada por membros dos três poderes no Ceará, assim como por representantes dos policiais
Um dos pontos é que os PMs retornem ao trabalho já nesta segunda-feira (2).
Os pontos acordados foram:
·         Os policiais terão apoio de instituições que não pertencem ao Governo do Estado, como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Defensoria Pública e Exército;
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  Os policiais terão direito a um processo legal sem perseguição, com amplo direito a defesa e contraditório, e acompanhamento das instituições mencionadas anteriormente;

·         O governo do Ceará não vai realizar transferências de policiais para trabalhar no interior do estado em um prazo de 60 dias contados a partir do fim do motim;
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Alteração na proposta que define o salário de policiais até 2022, atualmente tramitando na Assembleia Legislativa;

As propostas foram apresentadas pelo ex-deputado federal Cabo Sabino, líder dos amotinados e com mandado de prisão em aberto por motim.
A principal reivindicação dos policiais para encerrar a greve, a anistia aos militares envolvidos no movimento, não foi atendida pelo governo estadual.
Desde o início do motim, o número de homicídios no Ceará cresceu bastante. O número de assassinatos no Ceará disparou 138% quando comparados os primeiros 25 dias de fevereiro de 2019 e 2020.
Quarenta e sete PMs foram presos desde o início da greve.

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