CPI das Fake News quer convocação de Lula, Dilma e Carlos Bolsonaro


Foto: Sergio Lima/AFP via Getty Images
O presidente da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) das Fake News, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), afirmou que, para a próxima terça-feira (18), tentará pautar 80 requerimentos pendentes de avaliação, entre eles os que pedem a convocação do vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) e dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff (ambos, do PT).
O senador, que cumpre seu primeiro mandato, viveu na semana passada o mais duro momento das sessões, quando o depoente Hans River, ex-funcionário de uma das empresas suspeitas de fazer disparos massivos e ilegais de mensagens para a campanha de Bolsonaro detalhou como funcionou o esquema. Ele disse ter trabalhado tanto para a campanha presidencial vitoriosa quanto para a do petista Fernando Haddad. PSL e PT negam qualquer irregularidade.
Um dos momentos de maior tensão foi quando River acusou a repórter da Folha responsável pela investigação, Patrícia Campos Mello, de ter tentado seduzi-lo em troca de informações — afirmação que foi rebatida por provas apresentadas pelo jornal.
Sobre a convocação de Carlos Bolsonaro, filho “02” do presidente Jair Bolsonaro e responsável pelas redes sociais do pai, o presidente da CPMI foi enfático: “Chegou a hora. Vou propor que eles topem que votemos todos os 80 requerimentos que estão lá, incluindo os de Carlos Bolsonaro, e mais essa reconvocação do Hans. Se for aprovado, teremos que ver a cronologia para que marquemos o retorno dele”, disse.
Indagado sobre como é estar no fogo cruzado entre bolsonaristas e esquerda, Coronel disse que não pode “entrar nesse jogo político”.
“Fui eleito por unanimidade pelo meu perfil independente. Não estou lá para ser tendencioso. Sei que há pedidos de convocação que não têm nada a ver com o tema da CPMI”.
Por outro lado, o parlamentar sugeriu não ver propósito na convocação da ex-presidente Dilma para depor na CPMI.
“Não vejo como Dilma Rousseff tenha a ver com a CPMI. Ela é para investigar a eleição de 2018. Se sair do objeto, vira embate”, admitiu.


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