Confraria de Boçais – Por Cássio Rizzonuto

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Cássio Rizzonuto

A observador imparcial, causa enorme surpresa a movimentação do Congresso Nacional, em especial da Câmara, criando dificuldades ao pleno desempenho do mandato presidencial. Todos os dias, somos brindados com decisões tomadas por congressistas que desejam o controle de quase tudo.

É como se o fato de não estar mais acontecendo denúncias de grandes desvios financeiros, falcatruas rotineiras que se divulgavam todos os meses, estivesse prejudicando membros das duas Casas Congressuais.  Deputados e senadores estão brincando com fogo.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), está para convocar o Congresso para derrubar vetos de Bolsonaro que impedem congressistas de controlarem R$ 42,6 bilhões (bilhões, com “B”), do orçamento deste ano. Imaginava-se que o deputado ou o senador trabalhasse pelo salário, em prol do país, mas parece que não!

Muita gente sabe como a coisa funciona: O deputado ou senador (não são todos, claro), aprova emenda e destina alguns milhões para obras em seu estado. Quando o dinheiro chega lá, algum familiar, ou preposto de sua excelência, possui empresas com máquinas e apetrechos que realizam porcamente o serviço.

É assim que essa gente enriquece e se perpetua nos cargos. Comprando tudo e todos. No Judiciário, vai-se descobrindo, também, que a venda de sentenças e benesses transforma suas excelências (os “magistrados”) em bandoleiros mais perigosos do que os integrantes do cangaço. Basta olhar a composição das chamadas Cortes.

O presidente do STF, Dias Toffoli, que sempre foi serviçal do PT, é acusado com provas irrefutáveis de receber propina de cem mil reais mensais do escritório de advocacia de sua mulher, Roberta Rangel, e nunca respondeu nem nada aconteceu, nenhuma medida de apuração ou moralização.

O Tribunal de Contas da União é uma vergonha. Ministros que ali se encontram são acusados dos mais variados crimes de roubo puro e simples e tratados como se fossem a mais fina flor de lótus. E todos dão declarações moralistas e querem enquadrar o presidente da República e impor “velha moral” que ninguém aguenta mais.

Não é possível continuar como estamos e o quadro que se desenha é dos mais preocupantes. Não pode haver ordem ou progresso quando os maiores figurões, os que ocupam cargos de expressão na República, dão provas diárias de envolvimento direto em fraudes e trapaças. Todos com a maior cara de pau, jurando inocência.

O episódio em Sobral (CE), quando o senador Cid Gomes (PDT), avançou com retroescavadeira para cima de membros da Polícia Militar, expõe certeza de impunidade inferida do fato. Não tivesse sido atingido por tiros, sua excelência atropelaria grupo de pessoas à frente da máquina possante.

O que se percebe, mesmo, é movimento no Congresso para afastar o presidente. Isso mostra o quanto é largo o fosso entre congressistas e o povo. Rodrigo Maia, o Botafogo, e Alcolumbre vão colocar a população inteira, nas ruas, contra eles e sua troupe. Pelo andar da carruagem, tudo tende a se agravar rapidamente.


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