A presciência do Barão – Por Márcio Accioly


Márcio Accioly

Parte considerável dos cristãos católicos está contrariada com muitas das posições do Papa Francisco. Para quem se nomina e se entende representante do Criador, vamos e convenhamos: seu comportamento deve ser considerado bizarro. O dito “Santo Padre”, vejam só, tem sido condescendente com lotes de artimanhas demoníacas.

Durante 26 anos de pontificado de João Paulo II (1978-2005), a Igreja Católica fez tudo ao alcance para eliminar o comunismo da face do planeta. O cardeal Karol Wojtyla, que sofreu durante mais de três décadas os efeitos e agruras do regime na sua Polônia tão sofrida, lutou firmemente para colocar abaixo aquela doutrina.

Seu trabalho veio desde a primeira encíclica, “Redemptor hominis” (1979), e seu primeiro documento social, “Laborem exercens” (1981). Wojtyla conhecia como poucos o inenarrável sofrimento causado pelo comunismo, pois vivia nas entranhas, no interior daquela máquina de moer pessoas. Comunismo só é bom para quem está no comando.

Encontram-se nos registros da História as articulações que levaram, em agosto de 1989, o católico Tadeusz Mazowiecki ao posto de primeiro-ministro polonês. Sem esquecer Lech Walesa, agraciado com o prêmio Nobel (1983), e que se tornou o primeiro presidente da Polônia (1990-95), depois que o comunismo foi varrido do mapa.

A mitologia revolucionária dominou a nossa América Latina, a partir da década de 60 do século XX, alimentada por propaganda enganosa que retratava os assassinos Fidel Castro e Che Guevara como libertadores democratas. A ilha de Cuba continua, até hoje, mergulhada na opressão e no atraso, mas o regime parece nos estertores.

Quem não recorda João Paulo II na Nicarágua (1983), admoestando publicamente o padre Ernesto Cardenal por conta de seu apoio ao sandinista Daniel Ortega? O mesmo Ortega que continua presidente desde 2006, “reeleito” em 2011 e 2016? O Ortega acusado de estupro pela própria enteada, fato que ocorria desde que ela era criança de nove anos?

Em 84, João Paulo proibiu Cardenal de administrar sacramentos, medida revogada pelo Papa Francisco. O mesmo Francisco que recebeu uma peça do então presidente boliviano, comunista Evo Morales, retratando Cristo crucificado entre a foice e o martelo. O Papa declarou não “ter visto nada demais” e que até gostou do “presente”.

A lista de iniquidades cometidas por Francisco é tão grande que fica longo demais o relato. A última foi receber o ladrão do dinheiro público condenado, Lula da Silva, sem ler os processos a que responde, nem se importar com as condenações a longos anos, desrespeitando a Justiça brasileira e a própria Igreja que representa.

No capítulo VII do livro “A Aliança Não Escrita”, no qual resgata parte da biografia do Barão do Rio Branco (o mais competente ministro das Relações Exteriores que o Brasil já teve), o escritor E. Bradford Burns coloca um pouco de luz na questão, a partir de declaração daquele ministro por muitos considerada preconceituosa:

“-Nenhum país de língua espanhola presta, e não se pode confiar em nenhuma pessoa de sangue espanhol”.

Para desespero de muitos, o Papa vem de país de língua espanhola e seu sangue também é espanhol. Será que é caso a ser estudado cientificamente?


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