Sem luz no fim do túnel

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Márcio Accioly

A revista digital Crusoé publicou artigo de Leandro Narloch que me levou a ler tese de autoria de Seymour Martin Lipset (publicada em março de 1959), sobre “Requisitos Sociais da Democracia”. O artigo indaga o porquê de Maduro (Venezuela) e Khamenei (Irã), não caírem, apesar de seus países serem tão miseráveis.

Ora, diz o estudo, eles não caem justamente por isso! A função dos regimes socialista e comunista é manter a população pobre, analfabeta e carente. Dessa forma, os situados na direção dos países conseguem manter seus torrões como verdadeiros campos de concentração, os aprisionados trabalhando para sustentarem seus luxos.

Veja-se o caso da extinta União Soviética: nos 69 anos em que se manteve de pé, nada conseguiu desenvolver ou produzir, só miséria e dor. O país era desprovido de tudo. Veja-se o caso de Cuba, que “produz” médicos em grosso e a granel: não tem computador, não conhece ressonância magnética, ninguém sabe como forma tantos “doutores”.

O que se sabe é que mantém regime de terror, sustentando sistemas de inteligência, mantendo a população ocupada com a preocupação única de comer durante o dia. O mais interessante é perceber que não se vê comunista ou socialista passando férias em Cuba, Coreia do Norte ou Venezuela. Todos preferem Paris e Nova York, no mundo capitalista.

Seymour Lipset afirma que sanções econômicas são dádivas para ditadores. A democracia se estabiliza apenas onde há fartura. Cuba está há mais de 60 anos sob tacão de pobreza, mas o comunismo sobrevive. Os habitantes estão buscando o que comer diariamente e não têm tempo para protestar.

Com relação à Coreia do Norte, trata-se de grande fazendão que pertence a uma única família, domínio iniciado com a divisão do território (antes ocupado pelos japoneses), no final da Segunda Guerra Mundial. O general Kim Il Sung a “governou” (1948/94), quando o controle foi entregue a seu filho, Kim Jong Il (1994/2011).

A família criou toda uma mitologia a respeito de sua origem, mantendo a população mergulhada na ignorância e total desconhecimento. Seus integrantes difundem a imagem de seres divinos, descendentes de deuses e surgidos nos relatos mágicos como se estivessem além da mera condição humana.

No Brasil, não são forças ditas conservadoras, mas incansáveis sugadores de tetas estatais quem trabalha incansavelmente buscando atrasar qualquer coisa que retire poder e influência do estado. Basta lançar olhos sobre a máquina administrativa, para constatar sem dificuldade. Vivemos arcabouço cheio de penduricalhos.

O Judiciário, ao fechar os olhos a infindáveis mazelas, vê-se recompensado com vantagens intermináveis. Ninguém afasta ou pune quem quer que seja e as penas são simplesmente ridículas. O deputado federal Luiz Flávio Gomes (PSB-SP) quer, agora, lei que proíba juízes de primeira instância de medidas cautelares contra políticos.

Diz-se que a direita produz a riqueza e que a esquerda cuida de torrar tudo. Nessa relação, é preciso que se fique atento. Todo cuidado com socialista ou comunista é pouco.


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