Tiririca admite que usou dinheiro público para visitar familiares no CE

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O deputado Tiririca(PL-SP) confessou que fez viagens para visitar familiares com dinheiro público. O parlamentar está sendo investigado pelo Ministério Público Federal em Brasília por ter feito 35 vezes (70 trechos de ida e volta) viagens para Fortaleza, onde mora sua família, enquanto seu domicílio eleitoral fica em São Paulo, conforme o Congresso em Foco mostrou em outubro. Esses gastos somavam R$ 70 mil.

Em resposta à Câmara, o deputado confessou que a compra das passagens para Fortaleza se deu por lá ser o local onde moram os familiares. "Justamente em razão da atual residência de minha família em Fortaleza/CE, que acredito ser transitória, as passagens aéreas emitidas neste ano referem-se ao trecho Brasília/Fortaleza".  O uso da cota para fins particulares é proibido pelo regimento interno da Câmara.

Segundo Tiririca, que também já comprou passagens com a cota parlamentar para seus assessores ao Ceará, o deslocamento para a cidade de domicílio de sua família sempre foi para tratar exclusivamente de assuntos do mandato. "Permitir meu deslocamento entre o Parlamento e o local aonde hoje estão temporariamente residindo meus familiares, ou seja, no interesse exclusivo da função que honrosamente exerço. Bem por isso é que, por vezes, e também no interesse do múnus que me foi conferido pelas urnas, alguns assessores precisaram se deslocar de Brasília a Fortaleza para resolver pendências e assuntos parlamentares urgentes". Funcionários podem voar com a cota, desde que a trabalho.

As passagens de uma assessora custaram R$ 40,2 mil, dos quais R$ 24,9 mil em viagens entre Brasília e Fortaleza, capital distante 2,3 mil km (em trajeto aéreo) da paulista, principal base eleitoral de Tiririca. Com outro assessor os gastos chegaram a R$ 20,7 mil. Já o terceiro somou R$ 5,6 mil. Com exceção de um trecho, os demais voos desses dois foram entre Brasília e cidades paulistas, como São Paulo, São José do Rio Preto, Campinas e Ribeirão Preto. Fonte: Congresso em Foco.


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  1. Só num país de canalhas como o nosso, um calhorda desse nível chegaria onde chegou e consegue fazer o que quer. O problema é que quem iria julgá-lo, caso o Conselho de Ética fosse acionado e funcionasse, não tem comportamento muito diferente do dele. São todos bandidos!

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