Podres Poderes - Por Cássio Rizzonuto

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Cássio Rizzonuto

Quem diria, hein? O ex-presidente do STJ – Superior Tribunal de Justiça – é suspeito de ser criminoso infiltrado nas hostes do Judiciário. Espécie de calhorda que solapa as bases daquele sacro poder! A Polícia Federal esteve nesta quinta-feira (07), pela manhã, na casa do ministro Cesar Asfor Rocha, como se ele fosse canalha, ladrão comum.

A ex-corregedora nacional de Justiça Eliana Calmon afirmou, certa vez, não acreditar em Operação Lava-Jato isenta “se alguns ministros e figurões do Judiciário não forem alcançados”. O céu quase veio abaixo por conta da declaração, pois a maioria dos que integram aquele Poder é tida como santa, grei basicamente inatacável.

A questão mais grave é que o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci, com quem o ex-presidente Lula da Silva dizia ser “unha e carne”, apontou Cesar Asfor Rocha como tendo recebido R$ 5 milhões para destruir provas e anular a Operação Castelo de Areia. Esta última investigava crimes financeiros e lavagem de dinheiro.

Interessante de tudo é que a Castelo de Areia foi anulada pela 6ª Turma do STJ, sob a alegação de que “denúncia anônima não poderia embasar investigações”. E mais intrigante é que o STF deseja, agora, livrar tudo que é ladrão e bandido qualificado, baseado em gravações roubadas por um hacker que foram sequer periciadas.

De maneira que o Estado Democrático de Direito caminha a passos largos para um Estado Burocrático de Delinquência. Onde os maiores criminosos são, justamente, ministros que deveriam julgar malfeitos. Durma-se com tal barulho! O Brasil é uma pústula a céu aberto.

Agora, todos se perguntam: será que o então presidente do STJ, Cesar Asfor Rocha, que vivia confabulando com Lula da Silva e Dilma Roussef, é sujeito desonesto, abaixo de qualquer suspeita? Foi sua excelência quem concedeu liminar, em 2009, barrando a Operação Castelo de Areia.

A decisão do então presidente do STJ atrasou a Operação Lava-Jato em pelo menos seis anos. Tempo em que ele continua ministro, recebendo altos salários para defender interesses da sociedade brasileira. Mas engana-se quem imagina que o ministro do STJ é o único suspeito nessa história toda.

Eliana Calmon não deu nomes, quando denunciou o Judiciário, mas deixou claro que a “respeitável” corte de “Justiça” abriga salafrários de todos os naipes e correntes. E Antônio Palocci já entregou muita gente. O que está faltando é a chamada grande imprensa repercutir a tempestade.

Palocci também afirmou que a presidente Dilma Roussef autorizou, pessoalmente, o enterro da Operação Castelo de Areia. Mandou que ele pegasse milhões de reais da Camargo Corrêa e os distribuísse entre ministros corruptos do STJ. Assim, a “Justiça” foi feita! Tudo capitaneado, segundo Palocci, pelo presidente Cesar Asfor Rocha.

Com uma imprensa que só divulga e noticia o que interessa, pois está mais interessada nas gordas verbas, e com poderes “organizados” para o crime, justifica-se a resistência de muitos setores em aprovar leis que coloquem criminosos na cadeia e faça varredura nas instituições. No Brasil, os infratores estão no poder.


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