Pecadores e autoritários - Por Cássio Rizzonuto

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O ainda senador José Serra (PSDB-SP), já não é mais o mesmo. Acostumado a gritar com subordinados e humilhar os que dependem de seus atos e favores, sua excelência anda ruim de saúde e com o comportamento abalado, desde que se levantaram contra si suspeitas de corrupção em todos os níveis.

O senador de olhos esbugalhados é muito arrogante. E ai de quem esteja a seus pés ou seja reles mortal. Ele tem sorte de viver num país onde ladrões do dinheiro público permanecem sempre impunes. Não fosse isso, poderia estar na cadeia. Mas não se enganem: o Brasil está mudando. Muito lentamente, é verdade, mas está.

Pelos corredores do Senado, José Serra arrasta os pés como se fosse zumbi, com ar de quem parece não estar compreendendo muita coisa. O problema é a internet, são as redes sociais, onde cada cidadão toma conhecimento rapidamente do que acontece em qualquer parte do país. Há pouco tempo, tinha-se o PSDB como espécie de sumidade.

Ninguém sabia que o seu líder maior, FHC, é apenas mais um dos tantos transgressores que povoam a vida pública nacional. FHC apropriou-se do Plano Real, no governo Itamar Franco, traindo o único presidente reconhecidamente honesto (pós-64), e ganhou eleição presidencial em que instituiu as bases de nosso atual tormento.

Foi Fernando Henrique Cardoso quem pavimentou o caminho da ascensão de Lula da Silva, solto agora por conta da irresponsabilidade do STF. Foi FHC quem indicou Gilmar Mendes para a Suprema Corte, e instituiu a reeleição presidencial que não tem como ser mantida num país corrupto e desmoralizado como o nosso.

Hoje, não são muitos os que se lembram de FHC chamando de “estadista” o então presidente do Peru, Alberto Fujimori. Isso, quando o peruano tentava se reeleger pela terceira vez, no intuito de perpetuar-se. Depois, descobriram-se conexões suspeitas de Fujimori com o ex-chefe do serviço secreto do Peru Vlademiro Montesinos. A casa caiu.

Essas conexões levaram a suspeitas de que o ex-presidente peruano teria cometido “crimes contra a humanidade”, por conta do “Grupo Colina”, esquadrão liderado por Martin Rivas, subordinado de Montesinos na década de 90. Sobre o assunto, nem FHC nem o PSDB de José Serra se pronunciou. Ficaram convenientemente calados.

FHC promoveu privatizações em seus dois desgovernos que em qualquer país sério levaria a prisões perpétuas sem direito a condicional. As denúncias de corrupção deram em nada, acobertadas por Judiciário que só agora começa a revelar sua face mais cruel e podre. Vale milhões de euros o apartamento de FHC em Paris.

Mas, e o senador José Serra, que renunciou ao Ministério das Relações Exteriores, passando a batuta para o então senador Aloysio Nunes Ferreira? Todos eles acusados de corrupção, coerentes com o esquerdismo que suportam desde 64. Aloysio Nunes, inclusive, foi motorista do terrorista Carlos Marighella, defendido por eles até hoje.

Temos de ter cuidado com esse magote de lobos vestidos em pele de cordeiro. E faltou espaço para falar de outro peessedebista, o famigerado Aécio Neves, cujo malabarismo recente é do conhecimento da maioria. Quase chegou à Presidência da República, onde atrasaria por cem anos qualquer investigação. Valha-nos Deus!


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