O Rei está morto, viva o Rei! - Por Cássio Rizzonuto

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Cássio Rizzonuto

Além do ex-governador e ex-senador do Distrito Federal Cristovam Buarque, são poucos os que acreditam na integridade e seriedade do ex-presidente Lula da Silva (PT-SP). A deputada federal Gleisi Hoffmann e militantes petistas não devem nem podem ser contabilizados, pois cumprem, afinal, triste papel que lhes é destinado.

Cristovam, espécie de porta-voz do bilionário patrono esquerdista, George Soros, é conhecido por sua luta em torno de causas perdidas. Ele está em frenética campanha defendendo o prêmio Nobel da Paz para o ex-presidente petista. Em janeiro de 2004, Lula da Silva o demitiu, por telefone, à época em que ocupava o Ministério da Educação.

Quem ler os jornais da época irá constatar quão vergonhoso foi tal demissão (ele avaliou como “desconsideração”, na Folha de S. Paulo), mas, estranhamente, age agora como lacaio, sabujo, ser vil que se serviu do posto e a todos serviu “sem deixar de ser vil”. São essas as “alternativas” de que o país dispõe.

Quando o ex-reitor da Universidade de Brasília Tymothy Mulholland foi acusado de desvio de recursos financeiros durante sua gestão (2005-2008), Cristovam tornou-se seu maior defensor. Fez discurso no Senado colocando mãos e pés no fogo pelo então reitor, apesar da campanha diária da imprensa que todos os dias apontava desvios.

O reitor, depois absolvido por unanimidade pelo STJ, foi reintegrado em 2016 pela UnB, após ter sido afastado no início daquele ano quando começou a avalanche de notícias desmoralizantes. O fato é que Cristovam, agora que o STF começou a anular sentenças proferidas por Moro, na Lava-Jato, poderá ver Lula da Silva absolvido.

E o prêmio Nobel anda tão escrachado e avacalhado que o diabo é quem duvida que o ainda considerado corrupto ex-presidente não possa sair vencedor diante de uma dessas disputas. Afinal, até mesmo o ex-vice-presidente Al Gore, que prega o tal de “aquecimento global, ganhou numa das edições. Coisas mudam ao sabor de desejos.

A BBC Brasil entrevistou Lula da Silva e ele mandou montão de recados para o STF e outros órgãos. Boa parte dos ministros do STF parece interessada em “esticar a corda” e testar se capaz de arrebentar ou não. Há quem diga que ao começar a anular sentenças impostas pela Lava-Jato, suas excelências vão fazer coisas piores.

Apesar do ódio que provoca em diversos setores, com medidas bizarras, a Suprema Corte faz o que quer. Depois do impeachment fatiado de Dilma Roussef, tudo é possível: nesta quarta-feira (28), Gilmar Mendes decidiu que Guido Mantega não irá usar tornozeleira eletrônica. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.

E Bolsonaro, coitado, continua refém do filho. Não tem como engrossar a voz e fazer o que desejaria, porque o senador tem muito rolo do tempo que exerceu mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro, embora não seja dos que mais receberam dinheiro em função do chamado “rachid” (ficar com parte do salário de funcionários).

A derrocada de Bolsonaro não significa a volta do banditismo petista. Mas entristece. O negócio agora é observar o cenário e ver quem serão os salvados do incêndio.


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