Roraima e a crescente tragédia

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Márcio Accioly
(12/07/2019)

O que está ocorrendo com a educação no nosso país? Que mudanças aconteceram nas escolas públicas brasileiras, antes capazes de atender às nossas crianças com grade educacional elogiável? Por que nos transformamos num país de analfabetos, com as livrarias fechando e as pessoas tão carentes de educação formal?

O senador Mecias de Jesus (PRB-RR), esteve com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, para discutir a situação da rede pública educacional de Roraima. Além das dificuldades “naturais”, que vêm se desdobrando ao longo dos últimos anos, surgiu agora problema de grande monta com a crise política na Venezuela: os refugiados.
A enorme quantidade de filhos de venezuelanos, em idade escolar, agrava a qualidade da prestação de serviços, a questão do transporte e a merenda escolar, sem contar o problema de espaço nas escolas.

Mecias tem sempre dito que “a Venezuela está se transferindo, pouco a pouco, para o solo brasileiro”. E quem mais sofre com tal situação é o estado de Roraima: por ser a primeira escala dos refugiados e por terminar absorvendo e incorporando a maior parte do contingente humano que do vizinho país se desloca.

O governo federal, como se sabe, tem buscado fechar torneiras de desperdício financeiro e procurado ajustar contas herdadas de 13 anos de gestão petista, a qual promoveu o maior saque aos cofres públicos do Brasil de que se tem notícia. Mas a crise alimentada pela vinda em massa de refugiados extrapola previsões e planejamento!

Mecias de Jesus foi ao Ministério, acompanhado do deputado federal Haroldo Cathedral (PSD-RR), para entregar relatório a Weintraub em que se detalham números da sobrecarga sofrida pela rede de ensino do estado.

Empresário do ramo educacional, Cathedral conhece com profundidade a questão. Ele afirmou ao ministro que “os desafios frente à explosão demográfica” (por conta da vinda dos refugiados), “devem ser enfrentados como um problema de todo o país”.
O que se deve ressaltar é a consciente preocupação da bancada roraimense com relação ao assunto, até porque é tema recorrente que se desdobra e se agrava no dia-a-dia com a incessante entrada de novos refugiados.

O governo federal já sabe que terá de se debruçar sobre a matéria, dia e noite, até que consiga resolver de vez toda e qualquer pendência. Não é tópico passageiro, sobre o qual seja possível a aplicação de medidas paliativas. É drama que se arrasta e se alastra, requerendo toda a atenção e indispensável inteligência para a sua solução.









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