O Chefe do Raposal - Por Cássio Rizzonuto



Cássio Rizzonuto

Enquanto o ministro da Justiça, Sérgio Moro, postava mensagem no Twitter em que acusou parte da imprensa de estar fazendo campanha a favor da corrupção, o Senado realizava sessão especial para empossar Siqueira Campos, representando o estado do Tocantins.

Sérgio Moro está coberto de razão. Quem alimentar dúvidas que leia matérias da Veja e da Folha de S. Paulo, entre outros, defendendo ladrões e assaltantes dos cofres públicos com a maior tranquilidade.

Esses dois órgãos reverberam mensagens postadas no Intercept, do picareta norte-americano Glenn Greenwald, abordando como sérias as edições flagrantes que foram feitas em supostos vazamentos de mensagens que teriam sido colhidas por misterioso hacker. Só no Brasil!

Nos EUA, Greenwald (também conhecido como Verdevaldo), não está com essa bola toda. Ali, pesam-lhe investigações a respeito de vazamentos de informações do governo do país, e assunto como tal poderá render-lhe anos de prisão.

Verdevaldo é associado a Julian Assange, do WikiLeaks (preso no Reino Unido), e a Manning (que se chamava Bradley Edward Manning e agora tem o nome de Chelsea Elizabeth Manning). Ela (ou êla?) está presa nos EUA por não revelar ações ilegais que teriam sido praticadas por Assange durante o período eleitoral.

No nosso país, o esquema de corrupção descoberto pela Lava-Jato continua montado e azeitado e a luta entre as instituições é muito forte: Basta ver o prende-solta e as manobras de tentativa de inocentar poderosíssimos envolvidos.

No STF, existem figuras que claramente não se conformam com a prisão de Lula da Silva e a batalha diária que se desenvolve para colocá-lo nas ruas (se possível num cargo público que dê acesso aos cofres), é vergonhosa.

Num país onde livrarias vão a falência todos os dias, e as melhores cabeças cuidam de cair fora depois de concluírem cursos tecnológicos em universidades públicas, o que nossos “luminares” estão pavimentando é o caminho da violência.

Ninguém fala que houve redução de cerca de 25% no número de homicídios, depois que Bolsonaro assumiu e Moro foi para a Justiça, porque o Brasil é dominado por canalha imunda que dita a pauta política e quer levá-lo ao confronto.

E por que Siqueira Campos entrou na história? Porque o titular do mandato, Eduardo Gomes, foi nomeado secretário de governo do Tocantins e abriu vaga para ele, primeiro suplente. Que já tomou posse defendendo a criação de novos estados.

A população do Tocantins não quer eleger Siqueira Campos, aos 91 anos, para mais nada! Acusado de atos de corrupção dos mais escabrosos (por um dos próprios filhos), Siqueira traz práticas e costumes que serviriam melhor a uma cleptocracia. Como alcançar final feliz?



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