*Perpétua Almeida pede ao Ministério de Minas e Energia renovação imediata de contratos das usinas térmicas para evitar apagão em municípios Acre*

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A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB/AC) encaminhou nesta quarta-feira (12) pedido de urgência ao Ministério de Minas Energia solicitando a renovação imediata dos contratos das usinas térmicas  dos municípios de Assis Brasil e Manuel Urbano. Em discurso na tribuna, a deputada também alertou que a medida visa garantir o abastecimento de energia elétrica na região. Sem os contratos, cerca de 217 mil moradores do Acre e Rondônia correm o risco de ficar sem energia. 

De acordo com a parlamentar, esse prejuízo é resultado do processo de privatização, que continua produzindo efeitos perversos e desastrosos à população do Norte no Brasil. “Vejam só que esse eminente risco decorre da ausência de planejamento das empresas anteriores, que só pensaram na privatização e se esqueceram da função social que deveriam zelar, de atender as populações com prestação adequada de serviço”.

Para Perpétua, a renovação imediata vai beneficiar milhares de famílias. “Faço um apelo para que, por intermédio da Aneel, se autorize a renovação imediata das usinas que suprem os chamados “sistemas isolados” em municípios do Acre e de Rondônia. A população não merecem pagar mais essa conta por decisões absolutamente equivocadas”, declara. 

Entenda o caso

A concessionária Energisa – que, em agosto do ano passado, comprou as distribuidoras estatais Ceron e Eletroacre - anunciou o risco de apagão nos municípios e distritos do Acre e de Rondônia. Em 2018, como as duas operações seriam vendidas, as estatais deixaram de incluir, em seus planejamentos de abastecimento, a necessidade de renovar os contratos que detinham com as usinas térmicas que abastecem esses municípios desplugados da rede nacional de transmissão. São os chamados “sistemas isolados”, que precisam ter uma usina próxima para acesso à energia. Agora a Energisa espera uma decisão urgente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Com informações do Estadão

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