MPAC propõe e empresárias abraçam projeto de inclusão de mulheres vítimas

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A procuradora-geral de Justiça, Kátia Rejane, recebeu em seu gabinete, nesta quinta-feira (27), mulheres empresárias para sensibilizar o mercado formal a incluir nos postos de trabalho mulheres vítimas de violência doméstica em situação de vulnerabilidade econômica. A iniciativa visa pôr fim ao ciclo de violência a que elas estão submetidas.
O encontro foi organizado pelo Centro de Atendimento à Vítima (CAV), órgão auxiliar do MP acreano coordenado pela procuradora de Justiça Patrícia de Amorim Rêgo. O diálogo é um primeiro contato para tocar um projeto inovador que vai tornar a iniciativa privada uma aliada no enfrentamento à violência doméstica e familiar no estado.
Através do projeto, o MPAC quer reunir empresas de ramos diversos que se disponham a oferecer oportunidade de emprego a essas mulheres vítimas, ajudando-as a conquistar a independência financeira e psicológica em relação a seus agressores.
Para garantir a inserção delas no mercado de trabalho, o MPAC procurou também o Sistema S para que possa contribuir com a qualificação profissional. Já com o poder público, a ideia é que a Prefeitura de Rio Branco encaminhe um projeto de lei à Câmara de Vereadores para instituir o selo “Amiga da Paz”, reconhecendo empresas compromissadas em dar oportunidade às mulheres que sofrem com a violência doméstica. A prefeita Socorro Neri foi a principal entusiasta da ideia e se colocou à disposição do MP acreano.
A iniciativa foi abraçada e elogiada pelas empresárias, que se prontificaram a convidar outras empreendedoras. A procuradora-geral agradeceu a disposição de todas e destacou que a responsabilidade social das empresas vai ao encontro da atuação do MPAC, que nos últimos anos tem assumido protagonismo no combate à violência de gênero.
“Nós temos tido muito protagonismo no combate à violência de gênero. O MPAC assumiu seu compromisso social, porque nós temos esse papel constitucional da defesa da sociedade. Por isso sentimos a necessidade desse papel que é acolher as pessoas, tanto que somos o primeiro MP que criou esse Centro de Atendimento à Vítima”, afirmou.
Inspirada no projeto “Tem Saída”, criado pela promotora de Justiça Gabriela Prado Mansur, de São Paulo, a coordenadora do CAV, Patrícia Rêgo, é idealizadora da iniciativa e ela defende que o combate à violência doméstica inclui o empoderamento financeiro, já que muitas mulheres não denunciam seus parceiros por serem dependentes economicamente. A procuradora de Justiça apresentou ainda a ideia de levar ações de conscientização às empresas sobre violência doméstica, violência contra a dignidade sexual e assédio sexual.
Vice-presidente do Conselho da Mulher Empresária, órgão ligado à Associação Comercial, Industrial e Serviço do Acre (Acisa), a empresária Patrícia Dossa disse que muitas vezes sente falta de funcionários qualificados e que o projeto é uma forma de promover responsabilidade social, trabalhando em parceria com o Ministério Público.
“O caminho é esse, e nós estamos dispostos a colaborar. Com certeza, a gente fica muito feliz em poder ajudar e transformar a vida dessas mulheres, estando sensível à situação em que elas se encontram. Como mulheres, mães, esposas, a gente se solidariza, e, como empresárias, nós estamos dando uma oportunidade para elas”, declarou a empresária.
A promotora de Justiça Diana Soraia Tabalipa Pimentel, da 13ª Promotoria Criminal, lembrou da condição de fragilidade em que as mulheres se encontram e a oportunidade de mudança de vida através da iniciativa do MP acreano. “Tem causado muita dor o dia-a-dia dessas mulheres, o relato de vida, a falta de autoestima, a pobreza.”
Jaidesson Peres – Agência de Notícias do MPAC


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