Movimento negro, racismo e povos indígenas

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Com todo o respeito – porque agora temos de ter muito cuidado com o que falamos para não sermos  tachados de racistas e preconceituosos  –pergunta-se:  por que só à comunidade negra o Legislativo Federal abre as suas portas para receber movimentos em prol de seus direitos e conquistas,  enquanto a comunidade indígena, a verdadeira dona e titular deste país, é relegada e não tem o mesmo tratamento dos governos e políticos?

Dívida com os negros quem tem é a família portuguesa (imperial) que aqui se estabeleceu trazendo cativos esses seres indefesos e não  os brasileiros cá nascidos.

Dívida pretérita,  na realidade, temos, porém, com a comunidade indígena, que jamais deveria ser abandonada pelos governos e políticos. Nenhum indígena poderia ficar fora de seu habitat sem a proteção dos governos e políticos, pois este sim representa  o autêntico titular da nação e que continua sendo expulso de suas reservas.

A comunidade afro-brasileira merece todo o respeito. Mas temos uma dívida muito maior com os povos indígenas, que também precisa ser reparada. Afinal, são os nossos indígenas os genuínos brasileiros de nossas terras muito antes de os negros aqui adentrarem.

Os donos naturais das terras brasileiras, os indígenas, jamais poderiam viver em situação de miséria e marginalizados nas grandes cidades.  Por exemplo, é comum testemunhar-se a marginalização de povos Kaingáng no Rio Grande do Sul, Santa Catarina etc.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, senador Paulo Paim (PT-RS) declarou que “Persiste na sociedade um racismo estrutural que delimita o acesso da população negra a uma efetiva cidadania”. Mas sobre os povos indígenas o senador silencia e não se preocupa, por quê?

Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC



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