Edinei Muniz acena com o PARTIDO NOVO e não descarta candidatura a Prefeito de Rio Branco

Nenhum comentário

Da redação

O Advogado Edinei Muniz, importante militante da antiga oposição, e que desde o início do ano vem expondo forte insatisfação com os rumos da política local, revelada publicamente por meio de artigos diários na imprensa, a maioria, eivadas de críticas duríssimas ao atual governo, pode está de malas prontas para deixar o Progressistas (PP), partido de Gladson Cameli. 

Tido como de perfil conciliador, independente e fortemente combativo, Edinei Muniz esteve filiado ao PSDB entre 2010 e 2015, momento em que ajudou a coordenar as campanhas de Tião Bocalon, de quem é amigo, ­ao Governo do Estado em 2010 e à Prefeitura de Rio Branco em 2012. 

Considerado um dos maiores críticos do PT local de todos os tempos, anos depois, em 2015, à convite do atual governador Gladson Cameli, sem ranhuras, o advogado deixou o ninho tucano e passou a atuar, escalado pelo próprio Gladson, como um dos articuladores da busca da unidade das oposições e também como promotor dos debates que ajudaram a viabilizar as obras da Ponte do Rio Madeira, também à pedido de Gladson. 

Em junho de 2017, insatisfeito com os rumos da oposição e dizendo-se decepcionado diante da impossibilidade de construção de uma unidade política segura para o Acre, chegou a anunciar que deixaria o Partido Progressista para filiar-se ao Partido Novo, mas foi convencido por Gladson a permanecer no PP. 

Daí em diante, o advogado, dizendo precisar de um tempo para sí, suspendeu a militância política e passou a acompanhar os movimentos de longe. 

Chegou a ser visto em encontros com Marcus Alexandre, mas nega que tenham tratado de política eleitoral ou possível apoio no pleito estadual do ano passado. 

Segundo afirmou Muniz à época, por meio de diversas publicações na sua página pessoal do Facebook, o encontro teria sido para tratar da instalação do Portal da Transparência dos Transportes Coletivos, demanda que surgiu do debate tarifário de 2017, quando Muniz, juntamente com o então vereador Roberto Duarte, apresentou uma série de questionamentos públicos à Prefeitura de Rio Branco que culminaram com a instalação de uma CPI na Câmara Municipal. 

Em maio de 2018, Edinei voltou às trincheiras da oposição e sempre apontando, com provas e dados precisos, falhas e vícios das gestões petistas ao longo dos anos, assumiu e voltou a defender a candidatura de Gladson - de quem havia se distanciado - ao governo.

Segundo informações prestadas pelo próprio Muniz, ele teria voltado a conversar com lideranças do Partido Novo em nível nacional e ambos estariam discutindo propostas visando a ampliação da agremiação em nível local. 

Perguntado sobre a possibilidade de deixar o PP e abraçar uma eventual candidatura em 2020, Edinei foi enfático: "A realidade politica local sugere a busca de caminhos alternativos. Vejo grupos importantes da antiga oposição ensaiando possíveis composições com  setores que ajudamos a derrotar em 2018 e tais movimentos representam um grave erro histórico" 

Em seguida, Muniz completou:: "A população encontra-se confusa com tais movimentos e tem razão para ter dificuldades de assimilação de tais movimentos. O novo que alguns diziam ser o novo, pelo jeito, está morrendo de envelhecimento precoce, na forma de gravíssimo engodo, decepção e desvio de foco. Diante disso, novas alternativas que de fato possam oferecer respostas seguras à população se fazem urgentemente necessárias"

Sobre a possibilidade de deixar o PP e vir a ser candidato pelo NOVO, Edinei não descartou: 

"Ser ou não ser, eis a questão! O olhar para o futuro, que é tudo o que o Acre precisa para seguir preservando alguma esperança na política, exige o novo, mas o novo verdadeiro. O novo fiel ao próprio tempo. Não sei se serei candidato, o que sei é que seguirei fiel às minhas convicções e uma das mais fortes é exatamente a certeza de que as coisas não andam nada bem no Acre"
·          

Nenhum comentário

Postar um comentário