De ponta-cabeça. Por Cássio Rizzonuto

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Quando tomou posse na vice-Presidência da República (1995-2003), o ex-governador de Pernambuco, Marco Maciel, respondeu a um repórter que insistia em saber o que ele iria fazer no cargo com a seguinte observação:
“-Lá em Pernambuco, diz o ditado que quem vai na garupa não segura a rédea.”

A lição bem que poderia ser aprendida e apreendida pelo atual vice-presidente, Hamilton Mourão, já que vez por outra ele segura rédea imaginária e começa a falar no que deve ser feito e que providências pretende tomar, como se não estivesse apenas escanchado na garupa.

O que se afirma é que os generais de uma forma geral, tão bem saudados pelos eleitores na formação do novo governo, cismaram de querer enquadrar o presidente Bolsonaro por conta de sua antiga patente de capitão, esquecidos de que ele é quem é de fato o presidente da República!

Daí, formou-se enorme confusão, no deslumbramento de estrelados posicionados acima dos mortais comuns, convencidos de que o governo da moral e da retidão seria instalado como num passe de mágica, nesta pátria amada, idolatrada, cujo padrão cultural é o da corrupção generalizada, analfabetismo crônico e desmoralização permanente.

Aí, começou a grita contra os filhos de Bolsonaro, bombardeados por imprensa venal e ideologicamente organizada, a qual passou a vida inteira cometendo os pecados da mentira, omissão e embromação, enquanto se banhava nos rios do dinheiro público. Os filhos de Bolsonaro não são perfeitos, têm lá suas faltas.

Mas, se não fossem os filhos que tem, Bolsonaro já teria sido deposto pelos generais, pela imprensa, pelos salafrários que povoam o Congresso Nacional e lutam atrás das fartas verbas, afinal, por todos os que querem sabotar o seu governo e não desejam que nada mude.

Perguntem a esses pilantras onde está a Reforma da Previdência, na propaganda enganosa que fazem, dizendo que os mais humildes serão os mais prejudicados, mas sem mostrarem contracheques dos que se aposentam no serviço público com renda de dezenas de milhares de reais mensais.

Perguntem aos que integram o Congresso Nacional (que chamam erroneamente de “Parlamento”), onde está o projeto enviado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, combatendo a corrupção, o crime organizado e a roubalheira desenfreada. O que os congressistas estão fazendo é desmontar tudo que foi apresentado até agora.

Querem impedir que os auditores fiscais investiguem e remetam para o Ministério Público dados referentes a transações financeiras dos ladravazes. Querem retirar o Coaf do Ministério da Justiça, para que Sérgio Moro não os coloque na cadeia. Querem, finalmente, que tudo permaneça exatamente como se encontra.

E o Judiciário? E as dezenas de juízes corruptos, vendedores de sentenças, togados desmoralizados e sem honra, destruindo o futuro e cobrindo de opróbrio o solo pátrio? Esses permanecerão exarando sentenças e dando lições de moral que desconhecem.

O presidente do STF, Dias Toffoli, foi denunciado pela Revista Crusoé e jamais se dignou responder uma linha sequer de gravíssimas acusações em que se mostra, inclusive, seu rendimento mensal de cem mil reais originados em propina.

Como irá terminar tudo isso? Em que destino o país irá soçobrar? O problema do Brasil não é Bolsonaro, tampouco seus filhos. O problema do país são as ratazanas que transformaram as instituições em ratoeiras que aprisionam e eliminam as pessoas de bem, destruindo qualquer possibilidade de grandeza.


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