Começa oficialmente na próxima segunda-feira a disputa pelo cargo de procurador-geral da República.

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A disputa promete ser uma das mais concorridas da história. Pelo menos seis grupos de candidatos estão na corrida que, neste ano, deve ir além da tradicional lista tríplice em que são reunidos os nomes mais votados pelos membros do Ministério Público Federal (MPF), segundo informou O Globo.  

As inscrições para a eleição, realizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), começam na semana que vem. A disputa pode ser mapeada em seis frentes: pelo menos sete nomes de concorrentes à lista tríplice; o destino da atual procuradora Raquel Dodge, que ainda não disse se tentará a recondução ao cargo; a existência de pelo menos um procurador que disputará fora da lista; a entrada em cena do chefe do Ministério Público Militar (MPM); procuradores alinhados ao bolsonarismo; e o movimento da Lava-Jato em Curitiba.

Ainda, segundo O Globo, há cinco nomes dados como certos e outros dois  que são esperados para aparecerem entre as inscrições.  Raquel Dodge ainda não deu qualquer sinalização interna sobre se tentará ou não ser reconduzida. Externamente, aponta na direção do interesse pelo cargo por mais dois anos, ao participar de diferentes eventos do Executivo.

O presidente Jair Bolsonaro, porém, se ressente por ter sido denunciado por Dodge por racismo, antes da disputa eleitoral. Na mesma ocasião, ela denunciou o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, por ameaça a uma jornalista.

A disputa inclui ainda o subprocurador-geral Augusto Aras, que se lançou por fora da lista. O chefe do MPM, Jaime de Cassio Miranda, também quer ser procurador-geral, apesar do entendimento entre procuradores da República de que um integrante do Ministério Público Militar não pode chefiar o MPF. Procuradores que defendem a lista tríplice se mostram preocupados com colegas alinhados ao bolsonarismo e que poderiam entrar no radar do presidente.

São os casos de Guilherme Schelb, defensor do Escola Sem Partido e que chegou a ser cotado por Bolsonaro para ministro da Educação, e Ailton Benedito, que manifesta alinhamento ao bolsonarismo nas redes sociais. Benedito, inclusive, troca mensagens com parlamentares e assessores do PSL. Os dois vêm se mantendo calados nas redes internas do MPF.
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