PSL e a Torre de Babel

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Tô fora

Fonte de problemas para o governo, o PSL passou a irritar o presidente Jair Bolsonaro que, em conversa com líderes partidários na semana passada chegou a confidenciar o desejo de deixar a sigla no futuro.

* Segundo o jornal O Globo, Bolsonaro deixou em aberto a possibilidade de mudar de legenda se não conseguir pacificar seus aliados.

Recordando

Bolsonaro se filiou ao PSL em março do ano passado, para disputar a Presidência. Até então, era um partido nanico, com apenas oito deputados, nenhum senador e pouca expressão nacional. Na prática, o presidente “manda” na sigla, em acordo com seu presidente, Luciano Bivar.

* A expansão do partido sob Bolsonaro, agora com 54 deputados e 4 senadores, colocou o PSL nos holofotes, e a sigla vive uma sucessão de problemas e conflitos internos. Na conversa da semana passada, Bolsonaro afirmou que, se vier a disputar a reeleição, deve ser por outro partido.

Deprimente

O comportamento de alguns membros da CCJ, por ocasião das discussões da reforma da Previdência é deprimente. Como pode um parlamentar que custa uma fortuna aos cofres públicos não ter maturidade para discutir um assunto que, certamente,  definirá o futuro do país?

Parecer

E, por falar nisso, nesta terça-feira 23, será retomada a discussão sobre a proposta do Executivo para reforma da Previdência. O relator, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), deve se reunir com parlamentares e líderes partidários para analisar eventuais mudanças em seu parecer.

Caixa 2

O projeto mais avançado do pacote anticrime, enviado ao Congresso pelo ministro Sérgio Moro (Justiça) é o que criminaliza o caixa 2. O relator, senador Marcio Bittar (MDB-AC), já entregou seu parecer, que endurece o texto de Moro. O ministro previu reclusão de dois a cinco anos para condenados.

* O relatório propõe aumento de um a dois terços, se “os recursos, valores, bens ou serviços” forem provenientes de crime. O texto pode ser votado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) após a Semana Santa.
Óbvio      
O suicídio do ex-presidente do Peru, Alan Garcia, é mais emblemático do quanto a Odebrecht é nociva. Num país civilizado, com regras claras e leis robustas contra a corrupção, o Estado teria intervindo na empreiteira e a Justiça mandaria prender os proprietários e todos os diretores.

Pacto Federativo

Os senadores acreanos Sérgio Petecão e Márcio Bittar participaram do encontro entre o presidente do Senado, Daví Alcolumbre, e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em pauta: um novo Pacto Federativo, com uma nova distribuição dos recursos arrecadados entre os estados, os municípios e a União.

* Foi anunciada, na ocasião, a criação de grupos temáticos para estudar mudanças na legislação e estabelecer uma nova fórmula para distribuir os recursos públicos para os entes federativos.

Frase da semana

“Imaginem se todos os presos quiserem igualdade de tratamento e desejarem dar entrevistas. Se fosse para confessar os crimes praticados, até que seria bom” – do senador Álvaro Dias (Pode/PR) sobre  a autorização do ministro Dias Tóffoli para o ex-presidente Lula conceder entrevista.  


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