FPF explica razão de não utilizar VAR nas finais do Estadual

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Praticamente em todas as grandes decisões estaduais do Brasil, o VAR (sigla em inglês de video assistant referee ou árbitro assistente de vídeo) roubou a cena. O recurso foi utilizado nas finais do Carioca, Paulista, Mineiro, Gaúcho e Baiano. Em Pernambuco, a tecnologia também foi o assunto do Clássico dos Clássicos entre Náutico e Sport, nos Aflitos. Mas não por sua presença. Foi a ausência que incomodou. O Leão venceu por 1x0, com gol irregular de Ezequiel. Após o confronto, o vice-presidente do Timbu, Diógenes Braga, afirmou que a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) não quis utilizar o árbitro de vídeo. O mandatário da entidade, Evandro Carvalho, explicou os motivos.

“Usar o VAR não é um processo simples. Leva pelo menos 90 dias. Precisaríamos pedir autorização da Fifa, conseguir vistorias e ter a presença de um quadro de profissionais para trabalhar. Sem falar que nos estados que tiveram o recurso neste ano, os jogos foram todos em Arena (com exceção do Morumbi). Seria difícil colocar nos Aflitos. Já botamos lá em Salgueiro há alguns anos e o árbitro de vídeo não funcionou tão bem. Ninguém pediu isso antes. O Náutico que sugeriu na semana passada, mas eu expliquei que demandava muito tempo e não podíamos fazer isso”, explicou Carvalho. O custo para usar o equipamento gira em torno de R$ 75 mil.

O ano citado pelo presidente da FPF em que o Pernambucano teve o uso do VAR foi em 2017, na final entre Salgueiro e Sport, no Cornélio de Barros. O jogo terminou com vitória rubro-negra por 1x0 e o Leão foi o campeão. Mas houve polêmica. O Carcará teve um gol anulado pelo recurso do árbitro de vídeo quando o placar apontava 0x0.



FOLHAPE


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