Sindicatos de saúde podem deflagrar greve geral no Acre



 Governo do estado não cumpriu os compromissos com a categoria e situação da saúde é preocupante


Os diálogos não funcionaram. Mesmo após inúmeras reuniões, conversas, manifestações e compromissos firmados, o governo do estado do Acre não cumpre os acordos com a categoria. Os sindicatos de saúde do estado perderam a paciência. Diante da situação que se encontra a saúde, os trabalhadores podem realizar uma greve por tempo indeterminado. Uma assembleia geral foi marcada para o dia 15 de março, a fim de deliberar sobre esse assunto.

"Temos um mar de problemas. Trabalhadores explorados, mal pagos, sobrecarregados, aposentados esquecidos, direitos usurpados e uma esperança de reformulação do PCCR que leva um balde de água fria com essa postura deplorável do governo", desabafou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em saúde do Acre (Sintesac), Adailton Cruz.

Terceirização

Uma possível terceirização de parte do setor também é vista de forma negativa pelos sindicatos. Os servidores do Pró-saúde, que passaram em concurso público, continuam ameaçados de demissão. O governo assegurou que esses profissionais não seriam prejudicados e os que já foram desligados do quadro seriam readmitidos. Essa, inclusive, foi uma das bandeiras de campanha de Gladson Cameli.

Mesmo após reuniões e conversas com a equipe de governo, agora o executivo mudou o discurso e já sinalizou que vai demitir. São mais de 
mil famílias que podem ficar sem os seus postos de trabalho. Esse fato vai, de forma considerável, prejudicar diretamente a população que precisa de um atendimento de qualidade. A saúde, de um modo geral, já pede socorro.

"Terceirizar é precarizar, destruir ainda mais a carreira do servidor público, demitir irregulares, demitir Pró-saúde, fim dos concursos e entregar para empresas nos explorarem e usarem o bem público para lucro", destacou Cruz.

O presidente do SINTESAC, assim como os outros sindicatos, garantiu que a categoria vai em busca de seus direitos e pretende lutar por isso. "Vamos a luta, pau que bateu em Tião Viana, baterá mais forte ainda em Gladson Cameli", finalizou.

ASCOM/SINTESAC


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