Prisão de Temer liga alerta no Congresso

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Abuso de autoridade
A prisão do ex-presidente Michel Temer trouxe de novo à tona a discussão sobre o projeto de lei que prevê punições para o abuso de autoridade. Senadores aliados do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), já defendem publicamente que o Congresso dê andamento à proposta, aprovada no Senado em meados de 2017 e remetida em seguida à Câmara, onde está parada desde então.
Na Câmara

Enquanto isso, na Câmara, a prisão do ex-presidente também acendeu o alerta. Para aliados do governo,  a ala do Centrão mais próxima ao presidente Rodrigo Maia vai tentar empurrar a culpa para o ministro da Justiça, Sérgio Moro.

* O ex-juiz é amigo do titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, que autorizou a prisão de Temer.  

Quem diria

Considerado algoz do impeachment de Dilma Roussef, os partidos de esquerda defendem agora um “julgamento justo” para o ex-presidente Michel Temer, preso pela força-tarefa da Lava Jato, na quinta-feira 21.
* O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que Temer deveria, primeiro, ter sido chamado a depor. E criticou o fato de as prisões preventivas estarem "se eternizando". Wagner observou que nas outras democracias do mundo, pelo que consta, se faz todo um processo e o condenado vai preso. “Aqui as pessoas vão sendo presas e as preventivas se eternizam”, disse.
Populismo penal
Deputados e senadores viram na prisão do ex-presidente Michel Temer mais uma tentativa de desgaste da classe política junto à opinião pública e diante de pressões das redes sociais. Os mesmos parlamentares que fizeram oposição à gestão de Temer criticaram a ação da Polícia Federal, classificada por eles como “populismo penal” da Lava Jato.
* Aliados do presidente Jair Bolsonaro, por sua vez, comemoraram.
Só prá lembrar
A prisão do ex-ministro de Minas e Energia Moreira Franco aumenta a lista de governadores eleitos no Rio de Janeiro que já foram presos, composta por Anthony e Rosinha Garotinho, Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.
Segurança
O ritmo da tramitação do pacote anticrime e anticorrupção colocou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em rota de colisão.
* Maia demonstrou irritação com a repercussão dada à sua decisão de suspender por 90 dias a tramitação do projeto e com a insistência de Moro de que o texto poderia tramitar junto com a reforma da Previdência.
Frase
“Eu não estou preocupado  com pesquisas porque, também, não tem credibilidade, assim como pesquisas eleitorais” – do presidente Bolsonaro, citando que institutos haviam apontado, em 2018, que ele perderia para qualquer candidato que enfrentasse no segundo turno.

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