Davi Alcolumbre sinaliza que vai barrar CPI da Lava Toga

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                                     Davi Alcolumbre: promessa de barrar CPI (Cristiano Mariz/VEJA)

Grande parte dos senadores assinou o novo requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar integrantes de tribunais superiores, apelidada de CPI Lava-Toga.

Entre os problemas apontados estão a atuação em processos nos quais deveriam se declarar suspeitos, o pagamento para a realização de palestras para escritório de advocacia e supostos “abusos” em pedidos de vistas. A briga agora é para alcançar e manter os 27 votos necessários.  

Ontem, ao ser entrevistado no programa Roda Viva, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, jogou um balde de água fria ao sinalizar que vai barrar a CPI da Lava-Toga. Ele ressaltou que topa fazer um diálogo em relação à reforma e ao aprimoramento da questão do Judiciário. “Não vejo nesse momento uma CPI do Judiciário e dos tribunais superiores. Não vai fazer bem para o Brasil” – disse Alcolumbre. 

“Seria um conflito que nós criaríamos contra o regimento interno do Senado num momento decisivo da história do Brasil”, acrescentou.
Segundo ele, não podem ser admitidas CPIs sobre assuntos pertinentes à Câmara dos Deputados, às atribuições do Poder Judiciário e aos Estados não serão admitidas.
“Eu acho que a possibilidade de propormos uma reforma do Judiciário, montarmos uma comissão para debater com a Justiça brasileira esses gargalos que estão sendo apresentados em muitos momentos pela sociedade, pela opinião pública e pelos próprios senadores, acho que esse seria um caminho do debate salutar para o Congresso Nacional.”



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  1. O presidente do Senado deveria sempre respeitar democraticamente o pedido de abertura de CPI pleiteado por número significativo de parlamentares e em sintonia com o clamor do povo. Não o fazendo, age de forma seletiva a favor de seus interesses.

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