Ainda há tempo

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Por Edinei Muniz (*)

Se após o término do carnaval oficial o espírito carnavalesco do governo Gladson permitir que as águas sigam rolando, não tenho dúvidas, o governador fará a próxima ceia de natal já não tendo como reverter a forte tendência ao fracasso do seu governo. 

E o mais grave: lutando para desviar a própria mente dos intensos e recorrentes desejos de renúncia. 

Gladson precisa ouvir. E precisa aceitar, de uma vez por todas, que os cabelos brancos serão inevitáveis.  

Gladson precisa aprender que não poderá mais ausentar-se do Acre se o motivo não for o próprio Acre. 

Gladson precisa aprender a controlar, e limitar, ao tamanho que é para ser, o poder dos seus vizinhos de poder. Ausente nunca conseguirá. 

E que se demorar para acordar, logo, logo, sua  autoridade não passará de uma mera foto figurativa na parede das repartições. 

Gladson precisa agir, e rápido, com ações contundentes no foco dos problemas que impedem o governo de começar.  

Gladson precisa aprender que autoridade não brota de frases do tipo EU JÁ DETERMINEI isso ou aquilo em meio a erros facilmente evitáveis, tristemente publicadas por meio de 'lives trumpianas' e improvisadas  no Facebook. E sim, do preciso, responsável, hábil e contundente exercício do poder.  

Gladson precisa aprender que ninguém governa o Acre limitado a quatro ou cinco cabeças. 

E que ainda que essas quatro ou cinco cabeças fossem as melhores de todo o universo, ainda assim, o resultado seria FRACASSO. 

Gladson precisa aprender e respeitar o fato de que a faixa que ilustra a foto não lhe foi entregue pela beleza dos seus olhos e sim pelo acúmulo de anos de luta de muitos que hoje são ignorados.

Gladson precisa entender que não foi eleito pelo PT. Foi eleito pelo sentimento de contrariedade ao PT. 

E por isso Gladson precisa aprender o nome do que vem fazendo ao inserir petistas no coração do poder do seu  governo:: ESTELIONATO ELEITORAL.

Gladson precisa aprender que MALHEIROS é gente boa, merece respeito, é inteligente, preparado, mas não pode ser a primeira e a última voz do universo em matéria de governo. Até porque é uma voz carente de legitimidade política e até legal.  

Gladson precisa aceitar que essa postura, com todo respeito, vinda de um alienígena em assuntos políticos, já está atrapalhando o governo. 

Portanto, Gladson deve aceitar que é necessário limitar a dose de MALHEIROS no seu governo, restringindo tal voz ao espaço das contas públicas que é onde o mesmo tem competência e legitimidade para dizer algo, assim como tantos outros que podem ajudar nesse campo e encontram-se hoje na triste condição de ignorados.

Gladson precisa aceitar que é urgente a necessidade de agir para estancar a veloz e precoce perda de credibilidade do seu governo. E que se não fizer agora não haverá mais tempo.

Gladson precisa compreender que o povo acreano, de uma ponta à outra, está consciente das dificuldades e da gravidade dos problemas que lhes foram entregues. 

Mas Gladson também precisa entender que o mesmo povo não o perdoará caso opte por entregar os pontos ou ignorar o irrecusável dever de ao menos tentar, com todaa as suas forças, acertar onde for possível e estiver ao alcance da sua máxima dedicação. 

Ainda há muito o que dizer, mas vou encerrar. E encerro na esperança de que Gladson entenda que críticos não são inimigos e que não se recusa ajuda de quem pode e quer ajudar.

(*) Edinei Muniz é advogado



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