Acorda, Gladson Cameli!

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Por Edinei Muniz (*)

A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) é mesmo uma graça. Após passar 20 anos passando a mão nas ações do 'poder político' local, até então dominante, muitas vezes ignorando até mesmo a própria missão constitucional, agora, no momento em que a República dos Procuradores vira terra caída nos barrancos da história, resolveu aliar-se à 'República Intervencionista do Tribunal de Contas', essa que, notadamente é a expressão que melhor define o início do governo Gladson . 

E o que faz a PGE? Alheia ao princípio da segurança jurídica, para atender aos caprichos da República Intervencionista do Tribunal de Contas, resolveu rever posicionamentos jurídicos históricos e agora tenta lançar a mão pesada na cabeça dos nossos professores com contrato temporário, atitude que, levada a efeito, prejudicará gravemente centenas de pais de famílias que há anos atuam na educação acreana por meio de contratos dessa natureza.

Alguém precisa avisar aos "coronéis de barranco" da República Intervencionista do Tribunal de Contas, uma lição básica, que serve para tudo, inclusive, para a política institucional: o lugar de cada macaco é no seu galho. 

Lá, na Corte de Contas, dois mais dois precisa, necessariamente, dar quatro. Na política, por sua vez, havendo habilidade, dois mais dois pode dar quatro, cinco ou até mais. 

É, mas se o sujeito ignorar o básico, dois mais dois pode acabar dando apenas três. E é nesse jeito estranho de contar que os barrancos do novo governo já começam a ceder pelo o que se ouve à boca miúda em meio à opinião pública. 

Acorda, Gladson Cameli!

(*) Edinei Muniz é jornalista.


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