Cientistas registraram pela primeira vez o nascimento de um buraco negro

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Telescópios do Atlas (The Asteroid Terrestrial-impact Last Alert System), no Havaí, captaram uma estranha anomalia a 200 milhões de anos-luz da Terra. Na constelação de Hércules, um objeto absurdamente brilhante rapidamente acendeu e desapareceu. O fenômeno intrigou a comunidade astronômica e uma equipe internacional de cientistas chegou a uma provável conclusão: as lentes dos telescópios registraram, pela primeira vez, o nascimento de um buraco negro – ou, ao menos, de uma estrela de nêutrons.

O efeito luminoso lembra o do nascimento de uma estrela – mas a consequência é seu apagamento definitivo. A palavra supernova para designar esse tipo de astro foi cunhada em 1931 pelos astrônomos Walter Baad e Fritz Zwicky. Este fenômeno costuma ser o que antecede, portanto, a formação de um buraco negro estelar. Ou uma estrela de nêutrons – que é o núcleo colapsado de uma estrela que pode ou não um dia se tornar um buraco negro.

O objeto visto tinha um brilho anormal para os padrões. Era de 10 a 100 vezes mais luminoso do que uma supernova típica, conforme mediram os cientistas. Além disso, sua explosão e seu desaparecimento também ocorreram de maneira muito rápida. Em apenas 16 dias, o objeto já havia emitido toda a sua força. Para o universo, em que os fenômenos costumam durar de milhões a bilhões de anos, este período curto foi muito menos do que um estalar de dedos. Diante do que foi visto, os cientistas concluíram que o objeto era formado basicamente dos gases hidrogênio e hélio.



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