Cadê as oportunidades?

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Márcio Accioly

Repetir que o Brasil é pais que cansa é uma canseira! Basta observar os sucessivos governos. É torcer para que o de Bolsonaro coloque na cadeia os integrantes da quadrilha petista que provocaram tantos desastres e instalaram infindáveis grupos de assaltantes dos cofres públicos. Para onde a gente se vira, só tem ladrão.


À GloboNews, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, disse o seguinte:
“Estávamos indo para uma situação de ‘cleptocracia’, um governo de ladrões. Não existe governabilidade num governo de ladrões, o que existe é descrédito, desconfiança. Chegou ao nível de o cidadão começar a desconfiar da democracia. E aquele saudosismo de regime militar, de ditadura, é provocado pela descrença na democracia.”

E por que é tão difícil afastar essas pessoas e dar um basta de vez na roubalheira e nos desmandos? Bom, primeiramente, o Congresso Nacional continua com muita gente comprometida com desvios e detentora de votos dos quais o governo (qualquer governo), necessita para fazer reformas, mudanças ou novos ajustes.

Outro problema sério é que não existe nunca renovação com as novas gerações (e outras nem tão novas), que aí se encontram e que teriam condições de pavimentar saídas viáveis para o país. Anualmente, engenheiros, químicos, físicos e grande número de técnicos de altíssimo nível se formam nas universidades federais e deixam o país.

Vão habitar novas paragens, onde a perspectiva de futuro melhor os anima. Conheço alguns que saíram daqui e foram para o Canadá, alunos laureados que cursaram universidades gratuitas, pagas com dinheiro de nossos impostos. Por que não se recrutam nossos jovens através de concursos? Tem gente brilhante que vai embora.

Esqueçam alguns cursos de áreas sociais, onde o analfabetismo e a doutrinação da esquerda pontificam. Busquem-se os milhares de pessoas altamente qualificadas que se decidiram pelo Brasil e permanecem desempregadas. Quantas dessas pessoas deveriam estar no lugar dos que ora ocupam altos cargos, apesar das cabeças vazias?


Por quê, por exemplo, optou-se (gestão Dilma) colocar um ladrão imundo como Edison Lobão no cargo de ministro de Minas e Energia (2008-10 e 2011-15)? Um energúmeno envolvido em ladroagem? Boa parte dos que aí estão, concedendo entrevistas e apontando saídas, não sabe sequer ler texto mais complexo.


Enquanto se discute a possibilidade de eleição de Renan Calheiros para a Presidência do Senado, o país vai aceitando o fato com inquietude. Renan, é bom que se recorde, foi ministro da Justiça (1998-99) do presidente FHC, lembrado carinhosamente como “Boca de Tuba”. Agora, se Bolsonaro não der certo, mergulharemos no vazio.

É preciso que se recrutem pessoas qualificadas de que o Brasil dispõe. Tem muita gente boa, pensante, com condições de oferecer enorme contribuição ao país.  Elas andam por aí, disponíveis, aguardando a justa oportunidade.


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