Alienados e desumanos

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Márcio Accioly

Os “esquerdistas” nacionais são mentirosos, violentos e agressivos, capazes de retorcer qualquer fato na elaboração de circunstância que os favoreça. Além disso, são impiedosos. Sem contar que são despreparados, analfabetos e cínicos. Quem quiser que compre suas histórias e procedimentos. Suas justificativas são maleáveis e frouxas.

Vejam bem: durante a última campanha eleitoral presidencial, Bolsonaro era pintado como nazista. Chargistas militantes não se cansavam de desenhá-lo com a suástica, cabelo e bigode à moda de Hitler. Tais chargistas assumiam papel de defensores do povo judeu, condenando o holocausto e dizendo temer a imagem que iria se formar do Brasil, no exterior, com a possível ascensão de presidente tão direitista.

Bolsonaro ganhou e o primeiro país do qual se aproximou foi justamente Israel. O primeiro-ministro, Benjamim Netanyahu, não só compareceu à posse, como passou a se desdobrar em mesuras, diante de anunciada possibilidade de mudança da embaixada brasileira para a Cidade de Jerusalém. A grande imprensa e os chargistas, então, mudaram de tática: deixaram de identificar o presidente como “nazista”.

No dia 27 de janeiro aconteceu o rompimento da barragem de Brumadinho (MG), em que a grande imprensa tergiversou e sofismou sob todos os ângulos tentando inculpar Bolsonaro como responsável por aquela desgraça. Que fizeram os chargistas da grande imprensa?

No dia em que o presidente estava se submetendo a cirurgia para retirada da bolsa de colostomia, as impiedosas charges que já o retratavam em condições das mais vexatórias tornaram-se ainda mais impiedosas. Ultrapassaram todos os limites éticos, morais e de humanidade.


O chargista Latuff, por exemplo, mostrou Bolsonaro recebendo equipe de israelenses que veio ajudar na localização de corpos soterrados pela lama da barragem de Brumadinho. Ocorre o seguinte diálogo: presidente, “Bem-vindos a Brumadinho!”. Israelense, “-Desculpe a demora! Estávamos ocupados, matando palestinos!”

Nesse instante, o chargista esquerdista não está mais defendendo o povo judeu do “nazista” candidato a presidente, mas colocando-o no mesmo barco com temíveis assassinos. Tudo de acordo com circunstâncias e conveniências. Tal atitude é típica de comunistas: “acuse-os daquilo que você faz, xingue-os do que você é.”


Há ainda outra charge (cartunista Zop) em que dois “direitistas” navegam barco minúsculo sobre lama, tomando champanhe e um deles diz: “-Meu Deus, a bolsa de colostomia rompeu!”. O outro responde: “-Calma, é só lama capitalista, logo seca e tudo volta ao normal!” São esses esquerdistas que dizem combater o preconceito e o ódio.

Sem fazer juízo de valor, Bert Hellinger afirma que pessoas assim dão sentido à própria vida ao formarem grupo dentro do qual desenvolvem senso de pertencimento. Podem matar e praticar os atos mais vis, pois para os integrantes isso é absolutamente normal. Essas pessoas se encontram a serviço delas próprias.
Os esquerdistas brasileiros não têm a mínima noção do que seja humanidade.


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