Produtos acreanos em destaque no fórum da União Europeia e Brasil

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Por Romerito Aquino 

A saborosa farinha de Cruzeiro do Sul, os deliciosos biscoitos Miragina, a castanha, as bananas chips, o pó e xarope de guaraná, os mais variados óleos terapêuticos e preventivos, as sandálias de látex, o artesanato indígena e outros produtos da cultura acreana vão atrair a atenção dos comerciantes e empresários brasileiros e europeus que participam nesta quinta-feira, 6/12, em Recife (PE), do II Fórum de Comércio Justo e Ético entre a União Europeia e o Brasil.
O Acre estará representado neste importante evento de comércio alternativo mundial pela empresária acreana Socorro Braga Dachi, dona da loja “O Acre Aqui, Produtos da Amazônia”, que vem fazendo grande sucesso na área comercial do elegante bairro do Sudoeste, em Brasília, atraindo consumidores e turistas visitantes da capital federal interessados nos excêntricos e atrativos produtos amazônicos.
“Vamos mostrar aos participantes do fórum os produtos amazônicos cem por cento sustentáveis, cuja exploração respeita a natureza e contribui para a preservação da nossa grande floresta”, assinala Socorro Dachi, entusiasmada com o convite que recebeu da delegação da União Europeia para expor os produtos da loja “O Acre Aqui” e palestrar sobre eles para o Centro-Sul do país e o mundo europeu.
“Consumir os produtos saudáveis e naturais da nossa loja significa, acima de tudo, ajudar na manutenção da floresta e na permanência de seus habitantes em seu local de origem, gerando para eles renda, cidadania e qualidade de vida”, completa a empresária, que expõe os produtos genuinamente acreanos no endereço de “O Acre aqui” nas redes sociais Instagram e Facebook e atende clientes pelo telefone (61) 98345-4004 e (61) 3045-9513.
 Certificação necessária dos produtos acreanos
Segundo a empresária acreana, que defende a necessária certificação dos produtos acreanos para entrarem no comércio justo e ético comandando pela Europa, o objetivo principal do fórum é conscientizar, trocar experiências e identificar novas oportunidades de negócios entre a União Europeia e o Brasil para facilitar o comércio de produtos justos e éticos. O primeiro fórum foi realizado com muito sucesso no dia 21 de junho deste ano na cidade do Rio de Janeiro.
Como ocorreu no primeiro evento, a União Europeia quer ampliar a conscientização sobre as oportunidades oferecidas pelo setor de Comércio Justo e Ético, por meio da junção, em um único espaço, de formuladores de políticas dos europeus e do Brasil, instituições governamentais, produtores comerciais (exportadores e importadores), associações e organizações de consumidores e da sociedade civil envolvidas neste setor.
A demanda por produtos de comércio justo e ético dentro da União Europeia faz com que este seja o maior mercado do gênero, pois pesquisas recentes revelaram que dois terços das compras mundiais destes produtos ocorrem dentro do espaço europeu. Além disso, cerca de 40% destes consumidores estão dispostos a pagar mais por um produto no qual a produção ajude os países em desenvolvimento, preserve o meio ambiente e respeite as condições sociais dos produtores.
Com o segundo fórum, a União Europeia também quer continuar oferecendo uma maior variedade de produtos aos importadores europeus, expandindo a sua rede com produtores brasileiros, além de ampliar a seleção de mercadorias para os seus consumidores. O evento permite o estabelecimento de novos canais de comércio por meio da promoção de atividades econômicas mais sustentáveis para os pequenos produtores no Brasil, com destaque especial para as mulheres produtoras, dotando-as de ferramentas para o seu empoderamento.
Para o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, o comércio justo está na agenda da União Europeia há pelo menos duas décadas. “Estamos desempenhando um papel de liderança na maximização dos benefícios do comércio para garantir um crescimento inclusivo e o desenvolvimento sustentável para todos. O comércio justo é um excelente exemplo da parceria que queremos estabelecer com o Brasil, centrada nas pessoas e no planeta”, assinala o embaixador.
O embaixador também destaca que, neste momento, a União Europeia possui uma demanda maior do que oferta, o que vai permitir ao Brasil, um importante produtor de produtos éticos e justos, beneficiar-se desta demanda europeia existente e do crescente mercado global desses produtos.
“Com este Fórum, pretendemos gerar oportunidades comerciais mais sustentáveis para pequenos e justos produtores no Brasil, capacitando as mulheres produtoras do setor e encorajando um ambiente de negócios e regulatório mais justo e amigável”, conclui o embaixador João Gomes Cravinho.
Publicada no site www.expressoamazonia.com.br


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