Jorge Viana e Marcus Alexandre: conversar sim, avaliar a eleição ainda não

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O senador Jorge Viana, depois da eleição, tem concentrado seu trabalho em concluir o mandato de senador e organizar o que ele chama de prestação de contas do mandato. Tem dito que o protagonismo agora é dos eleitos e falado em esperar a virada do ano, e até mesmo o carnaval passar, para se fazer uma avaliação mais tranquila do último processo eleitoral. “Qualquer tentativa de fazê-la agora seria um erro. O governo vai até o dia 31 de dezembro e o meu próprio mandato até 31 de janeiro”, ressalta.

O senador tem demonstrado preocupação, especialmente com as pessoas que se expuseram e trabalharam por muito tempo na construção do projeto político da Frente Popular e que agora têm de reorganizar suas vidas. Ele próprio tem deixado claro que vai reorganizar a sua vida, reservando sempre um espaço para a atuação política, mesmo que de maneira discreta. “Entendo que agora é hora dos que ganharam sentar na cadeira, tomar as decisões e mostrar serviço”.

O senador, que promoveu talvez as maiores transformações em Rio Branco e no Acre, como prefeito e ex-governador, afirma sempre que uma boa maneira de promover mudanças, inclusão social e melhorar a vida das pessoas é através da política. O senador também tem repetido que o tempo não perdoa quem faz as coisas sem ele. “É hora de dar tempo ao tempo”, diz Jorge Viana.

Mas o parlamentar tem estimulado que as pessoas conversem e ele mesmo tem tido conversas reservadas. Nesse fim de semana, Jorge Viana reuniu algumas lideranças que ocuparam e ocupam mandatos. Como ele diz, um pequeno grupo de colegas. No almoço, em sua residência, se encontrou com o ex-prefeito Marcus Alexandre, o deputado federal e ex-prefeito Angelim, além dos deputados estaduais Daniel Zen, Lourival Marques e Jonas Lima. A ideia de Jorge é seguir conversando com lideranças, sem que isso implique em fazer uma avaliação da eleição ou tomar encaminhamentos que, para ele, precisam de boas reflexões e a participação de muitos.

"Foi um papo descontraído e também uma hora de a gente fazer valer a amizade que construímos ao longo desses anos. Além de uma história muito bonita construída no Acre, nós temos grandes companheiros, experientes e importantes lideranças políticas. Isso faz uma diferença danada, especialmente nesses tempos de incerteza e de enfrentamentos”, declarou. “Os tempos são de extrema dificuldade para muitos companheiros. Mas é nas horas difíceis que a gente conhece os amigos”.

Quando questionado sobre o resultado das eleições, Jorge Viana afirma que não tem como ficar chateado com aqueles que não votaram nele. “Eles já me ajudaram em outras eleições, certamente. Então é seguir em frente e sem nenhum ressentimento”, afirma. Aliás, o senador tem recebido muitas manifestações de pessoas surpresas com a sua não reeleição e achando que ele poderia ajudar muito o Acre e o Brasil numa hora como essa.

Nesse último fim de semana, em visita ao Jornal A Gazeta, Jorge Viana ressaltou que não basta fazer autocrítica, é preciso ser resiliente. “Temos que ser resilientes e passar por um processo de reinvenção e adaptação, e não de enfrentamento. Fazer autocrítica é pouco... Nós temos é que mudar de verdade”, declarou.

A palavra resiliência ele tem repetido como mais apropriada para esse momento. “Para enfrentar as mudanças climáticas, que vão mexer com a vida no planeta e trazer grandes mudanças e transformações, é preciso ser resiliente. Ou seja, ter um processo de adaptação e mudança de verdade. Resiliência, inclusive, é usada no dicionário para enfrentar má-sorte e mudanças fortes. É o que precisamos agora”, conclui.








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