Funcionária filma confusão com família de PM que queria entrar em emergência de hospital no AC: 'levei tapa na cara'

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A técnica de mobilização Ecirene Alves de Almeida, de 46 anos, terminou o plantão deste domingo (23) em uma delegacia após uma confusão envolvendo um policial militar do Acre e a família dele. Segundo Ecirene, o PM tentou levar parentes para a sala de emergência do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), xingou os servidores, gritou e ameaçou sacar a arma.
A técnica acusa ainda um cunhado do PM de esbofeteá-la. Ecirene registrou um boletim de ocorrência contra o homem que a agrediu fisicamente. Ela diz que o policial estava acompanhando a sogra dele, que estava na emergência. A vítima gravou um vídeo da confusão na unidade.
“Quando entrei no plantão vi que ele estava alterando, invadindo, entrando e saindo e quando o porteiro ia conversar com ele empurrava o porteiro. Falei para minha colega deixá-lo entrar para não causar confusão. Emergência é restrita para pacientes graves, só entra quem a enfermeira autoriza e ele entrou sem ninguém autorizar”, relembra.
Ao G1, a Polícia Militar do Acre informou que um oficial foi até o hospital apurar a situação e que nada foi confirmado no local. "Se a pessoa que foi vítima queira representar, favor se dirigir à Corregedoria e fazer uma representação", diz a PM.
Mesmo agitado, a servidora disse que o PM ficou na sala para informar os demais parentes que estava na recepção do hospital. Ecirene afirma que a sogra do policial não estava em estado grave, não foi entubada, fazia exames e estava estável. Após alguns instantes, o policial teria tentando entrar com mais dois parentes na sala de emergência.
“Já estava com duas pessoas lá dentro. Eu já tinha sido chamada à atenção lá dentro por causa dele. Falei para ele que não ia entrar com mais ninguém, que não precisava e já tinha sido chamada a atenção. Ele disse que ia entrar, que era policial. Falei que mesmo como policial deveria saber que tinha normas”, conta.
Agressão
A técnica conta que os ânimos se alteraram ainda mais quando a família do policial se aproximou e começou a filmar a situação. Com medo do que poderia ocorrer, Ecirene diz que também começou a registrar a discussão e levou um tapa no rosto do cunhado do PM.
“O cunhado dele, que queria entrar, tacou a mão no meu celular, jogou no chão e, em seguida, me deu um tapa no rosto. Ele [PM] correu para fora e fez que ia puxar a arma, não vi porque estava meio zonza, mas ouvi as pessoas falando ‘’o homem vai puxar a arma. Está armado’. Vi um tumulto indo para cima dele para não puxar”, lamenta.
Em 25 anos de serviço na saúde, Ecirene disse que nunca enfrentou uma situação desse tipo. Ela acrescenta que já sofreu agressões verbais, mas nunca foi agredida fisicamente. Após a confusão, o cunhado do policial foi embora, e uma viatura da PM chegou ao local.
“Tudo foi por causa dele, não soube organizar a família, a paciente estava sendo atendida. Não precisava daquilo, até porque ele não é médico. A paciente estava sob os cuidados dos médicos. Na hora que o cunhado dele me agrediu deram apoio para o cara sair. Quando a polícia chegou só estava ele”, confirma.
fonte  g1.globo.com


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