Os Pelos Eriçados

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Por Márcio Accioly (*)

A estrutura organizacional do Brasil é para facilitar o roubo: as autoridades, mandatários, serventuários, os que se encontram no topo do poder sabem que a administração pública é toda montada para a prática de desvios financeiros e o enriquecimento ilícito puro e simples dos ocupantes dos cargos públicos.

Bolsonaro se elegeu presidente da República porque as camadas mais pobres da população já perceberam isso com toda a clareza. Esta constatação vem do absurdo dos impostos que levam o Brasil a detentor da maior carga tributária do planeta! Apesar disso, a população morre à míngua, sem direito a nada e sem ter a quem reclamar.

O presidente eleito só irá tomar posse daqui a dois meses. Mas a carga de críticas que recebe o torna alvo de perigosa onda de ataques, pois ameaça acabar com a corrupção que é justamente a mola propulsora do funcionamento administrativo nacional. A facada que levou ainda na campanha mostra que essa turma não é de brincadeira.


Com exceção de Itamar Franco, todos os presidentes que passaram por nossa acanalhada República são ladrões da mais alta estirpe. Da Nova República (1985), até hoje, José Sarney parece o mais sonso, Collor o mais arrojado, FHC e Lula os mais dissimulados e Michel Temer o mais desmoralizado!


Parece existir conluio de acobertamento na distribuição de cargos e benesses. Nos últimos dias, tomamos conhecimento de que o jornalista Elio Gaspari, uma das “vestais” da República, pediu demissão da ANS – Agência Nacional de Saúde -, onde fisgava salário de mais de trinta mil.

Aproveitou um gancho e caiu fora, antes que fosse descoberto pela nova equipe de governo. Mas tem muita gente chiando e atacando por todos os lados. Os que chamam Bolsonaro de nazista não entendem porque o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, país criado depois do holocausto da Segunda Grande Guerra, está de amores com o presidente eleito. A pecha de nazista já não pega mais.


O ex-presidente do STF, Ayres Britto, que foi filiado ao PT por mais de 20 anos, diz que a ida de Moro para a Justiça “compromete a imagem do Judiciário”. Que Judiciário? Que imagem? E a imagem do atual presidente, Dias Toffoli, que recebe mesada de cem mil reais do escritório de advocacia da mulher, não compromete nada? Sua ex-excelência não irá comentar? Nenhum órgão de imprensa toca no assunto.

O medo maior de algumas dessas figuras é o fato de o Coaf ficar sob o comando de Sérgio Moro. Toda atividade financeira substancial, caso do depósito mensal na conta do ministro Toffoli, tem de ser comunicada ao órgão e analisada, fato que agora não ocorre. O que se comenta em Brasília é que alguns ministros cairão na rede. Todos estão com a barba de molho.

(*) Márcio Accioly é jornalista

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