Jorge Viana cobra protagonismo do Brasil e critica desistência do país em sediar a Conferência do Clima

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O senador Jorge Viana criticou nesta quarta-feira (28), em plenário, o fato de o governo brasileiro ter retirado a candidatura para sediar, em 2019, a 25ª edição da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-25). De acordo com o senador, seria importante para o país sediar o evento, em especial quando se verifica que o desmatamento na Amazônia aumentou 13 % entre agosto de 2017 e julho de 2018, segundo dados preliminares dos Ministérios do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia.
Outra preocupação manifestada por Jorge Viana é o aumento da temperatura do planeta por conta do aumento da emissão de gases do efeito estufa. O parlamentar compartilhou os dados divulgados pelas Nações Unidas apontando que, depois de três anos de estabilização, as emissões desses gases aumentaram no último ano.
“O relatório projeta que os países devem triplicar os esforços para alcançar a meta de manter o aquecimento global até 2030 em 2 graus. Apenas 57 países, que representam 60% das emissões globais, estão no caminho de atingir a meta em 2030, informa o documento das Nações Unidas”, detalhou.
Ele salientou a importância de cumprir o Acordo de Paris, assinado por 195 líderes mundiais, que estabelece que países devem manter o aquecimento global abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC. “Se o Brasil vai sediar a COP-25 aqui, vai poder apresentar para o mundo inteiro todo o seu esforço no sentido de cumprir o Acordo de Paris. O Brasil foi sede da Rio92, da Rio+20, é um grande protagonista de todo esse processo que culminou com a assinatura do acordo, em 2015”, declarou o parlamentar.
Para Jorge Viana, o Brasil precisa conseguir conciliar desenvolvimento e preservação do meio ambiente. “O Brasil depende do agronegócio, o Brasil depende da agricultura familiar. Quem planta, quem cria, quem produz depende do clima, essencialmente do meio ambiente”, destacou. 

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