Sem compromisso algum com erros faremos um governo para todos

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Por Edinei Muniz (*)


Movidos por incontestável espírito de coesão e unidade de propósitos - tendo nas mãos um projeto inicial antenado com a realidade acreana, mas humildemente disposto aos ajustes e complementos que a realidade sugerir -, desmontamos o aparato de poder político até então dominante no Acre e que vinha sendo liderado desde o final dos anos 90 pelo Partido dos Trabalhadores. 

Nessa longa, dura e penosa batalha pela restauração do Acre, após incansáveis debates no campo do vital e necessário contraditório,  saimos vitoriosos e consagrados nas urnas no último domingo. 

Sob a liderança de Gladson Cameli, rompemos e encerramos, por completo e em caráter definitivo, com o ciclo de poder que há vinte anos conduzia os destinos dos acreanos. Mas que, em especial, ao longo da segunda década do referido ciclo, ignorando os avanços conquistados na década anterior, não mais  conseguia dialogar com as demandas sociais e econômicas que tanto nos afetam nos dias atuais. 

Enfim, conduzirão até 31 de dezembro de 2018 um governo visivelmente esgotado e incapaz de oferecer respostas efetivas à sociedade acreana. Um governo que se move como se o passado dos anos iniciais, reconheçamos, modestamente glorioso, tivesse que servir, à eternidade, como único argumento de continuidade. 

E o pior: seguiam carentes de 'mea culpa', ignorando o fato de que na segunda metade do referido ciclo tornou-se impossível não percebermos que estávamos diante de um flagrante governo de desconstrução. 

Insatisfeitos, os acreanos reagiram e determinaram a retomada dos avanços. E o  que era oposição, agora, por justiça e sapiência democrática, já reconhecida até mesmo pelos nossos adversários, será governo. 

O Acre optou por interromper o continuísmo sem justificativas do PT. E em nossas mãos depositou o melhor das suas esperanças.

Repousa agora, nos nossos ombros, por oferta de confiança e de honra manifestada pela maioria, os destinos, não apenas dessa maioria, mas também, sem distinção, de todos os acreanos. 

Os desafios são imensos. Mas, conhecendo a realidade e com a humildade que nos move, sem espírito de revanchismos, iremos enfrentá-los com coragem e irrecusável e permanente compromisso de determinação e trabalho.

E assim atuaremos dos primeiros aos últimos dias de governo. Sempre com a mesma energia. Sempre com o mesmo vigor. Sempre focados nos compromissos e responsabilidades que nos foram impostos pelo povo acreano. 

Como governo, conforme dito reiteradas vezes pelo governador eleito,  atuaremos para todos, sem distinções, sem perseguições e com olhos inclinados para a busca de dias melhores para o nosso povo. A responsabilidade ao longo dos próximos quatro anos será toda nossa.  

Ao passado, e não tem como ser diferente, inclinaremos o olhar muitas vezes. Mas faremos apenas para a busca dos gargalos que travaram os avanços e  para a busca de inspiração para que não estejamos cometendo os mesmos vícios e erros que tanto combatemos. E também para não permitirmos o inaceitável erro de não reconhecermos o que deu certo. 

Ninguém passa vinte anos só errando. Por isso, onde existirem acertos tais acertos serão respeitados. Não temos compromisso algum com os erros. E muito menos com o mais perigoso deles, que seria o erro de não reconhecermos que existiram acertos, ainda que carentes de ajustes futuros. 

Para tanto, a valorização do diálogo, do respeito e a busca do que for melhor para o conjunto da população, serão sempre nossas melhores posturas de governo. 

Não esperem de Gladson Cameli a continuidade da  nefasta politica de espancamento da verdade, muito menos do favoritismo,  das perseguiçôes de adversários ou o tratoramento insano das boas ideias. Jamais. 

Nossos adversários de agora em diante serão os graves problemas que hoje atingem os acreanos em diversos campos. E, diante deles,  assumimos a responsabilidade diuturna e incansável de enfrentá-los com muito esforço e trabalho sério. 

Diante disso, o foco agora serão as articulações para a formatação do aparato governamental que garantirá a efetivação das ações programáticas compromissadas com a parcela majoritária que nos acompanhou e também para atender aqueles que, mesmo tendo optado  por outros caminhos, jamais serão por nós ignorados. 

A democracia não permite e jamais será da nossa vontade ignorar tais ditames. 

Parabéns Acre! E boa sorte a Gladson Cameli e aos demais operadores da grande mudança. 

O Acre pediu para avançar e irá avançar.

 (*) Edinei Muniz é advogado

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