Índice de renovação na Câmara é de 47,37%, o maior em vinte anos

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Um em cada cinco dos 243 eleitos que nunca ocuparam uma cadeira na Casa tem até 35 anos. Entre eles, seis têm até 24 anos. Apesar de o número ser baixo, corresponde ao triplo do resultado das eleições de 2014, quando apenas dois deputados estavam nesta faixa etária. Com isso, a média de idade da Câmara reduziu de 50, em 2014, para 49.

O número de deputados mais velhos também diminuiu, em 12%, comparado a 2014. Na próxima legislatura, que começa em fevereiro de 2019, serão 102 com mais de 60 anos, equivalente a um quinto da Casa. O número de mulheres passará de 51 para 77, representando um aumento de 50%. Assim, as deputadas passarão a representar 15% do total de parlamentares. Entre as eleitas, 43 ocuparão o cargo pela primeira vez. Proporcionalmente, o Distrito Federal e o Acre foram as unidades da Federação que mais elegeram mulheres. No DF 5 e no Acre 4.

Das principais profissões no Congresso, os mais representados continuam sendo os empresários e os advogados. Mas, de acordo com informações prestadas pelos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quase metade dos eleitos declarou como profissão o cargo de deputado. Outros quatro senadores também informaram o cargo como sendo suas profissões.

A classe que mais cresceu, no entanto, foi a dos militares. Atualmente, a Casa tem cinco deputados militares, mas, a partir do próximo ano, serão 15. A maior parte deles é filiada ao PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército. A influência dele no pleito eleitoral explica o sucesso dos militares nas eleições deste ano.



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