Abutres irresponsáveis

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Pressionado por possível derrota eleitoral que se anuncia avassaladora (segundo índices de institutos de pesquisa), o candidato petista Fernando Haddad partiu para baixaria inqualificável: ele disse em comício, Fortaleza/CE, que o candidato Jair Bolsonaro não vai a debates porque “fede”. Como se sabe, Bolsonaro foi esfaqueado por ex-filiado do PSOL e fez colostomia.

Colostomia é a abertura cirúrgica do cólon para que o organismo elimine temporariamente fezes numa bolsa que é colocada junto à parede intestinal. O paciente que a utiliza fica sem controle da eliminação de gases e a bolsa causa desconforto, como seria de se esperar. Não se pode desejar coisa como essa nem ao pior inimigo. Mas Haddad diz que “Bolsonaro fede”.

O que não seria de se esperar seria essa espécie de deboche, efetuada por candidato que tripudia em cima de vítima de golpe quase mortal. Sem esquecer que tal golpe foi desferido por criminoso que as chamadas esquerdas pretendem agora tratar como louco. E o que parece é que Adélio Bispo de Oliveira, o esfaqueador, nada tem de louco.

O agressor de Bolsonaro possuía seis celulares, no instante de sua prisão, cartão de crédito internacional do Itaú, tendo efetuado várias viagens pelos mesmos caminhos frequentados pelo candidato presidencial. De modo que tudo indica se tratar de conspiração criminosa. Mas vamos aguardar a apuração dos fatos.

Que desespero é esse que leva militantes petistas a atirarem em todas as direções, acusando adversários de fazerem as coisas que eles fazem diariamente? A cúpula petista não respeita nada nem ninguém. Tem horror à democracia e sempre procura reverter crimes que pratica para posar de coitadinho a olhos incautos.

O PT chegou ao poder em 2002, com Lula da Silva (hoje conhecido como Lularápio), levando o empresário Josué Alencar como vice. Foi reeleito em 2006 com o mesmo empresário na chapa. Em 2010, Lularápio elegeu um poste: Dilma Roussef, cujo vice havia sido deputado federal sempre suspeito de praticar atos de corrupção no Porto de Santos, Michel Temer. Na Presidência, revelou-se ladrão desmoralizado.

Em 2014, Dilma foi reeleita carregando o mesmo Michel Temer na sua chapa. Como Dilma cometeu irregularidades e ilícitos (crimes previstos na Constituição), foi afastada do poder depois de ver as ruas do país entupidas de manifestações quase diárias, pela população que queria seu afastamento. Michel Temer tomou posse. Tudo dentro daquilo que a Constituição Federal prevê. Articularam a “ladainha do golpe”.

A campanha do PT transmite a impressão de que o partido nada tem a ver com o que acontece. Mas a verdade é que Michel Temer é a continuidade dos desmandos petistas, permanentemente delinquindo. É preciso tirar essa canalha do poder. E isso só será possível com um candidato que tenha compromisso em desaparelhar o estado brasileiro. Ou isso, ou corremos o risco de guerra civil generalizada.

(*) Márcio Accioly é jornalista


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