O couro irá comer entre os dois "herdeiros" do Lulismo. No final, morrerão abraçados

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Por Edinei Muniz (*)


Todo esse inchaço em meio a Ciro e Haddad já era previsível em cenário sem Lula. 

Ciro come da Marina e do Lula. Já Haddad, só come do Lula. Em maiores proporções, claro. 

Portanto, a tendência de subida dos dois me parece bem natural. 

O bom será quando as retas de ambos começarem a fazer  curvas e se estabilizarem.

Quando isso ocorrer, Ciro irá desistir da ilusão de que poderá retirar votos do Bolsonaro e partirá para a carnificina com Haddad. 

Ciro está numa sinuca de bico dos infernos, pois terá que ficar no morde e assopra com o lulismo o tempo inteiro. E fazendo acenos com setores mais à direita. Se não fizer, vira cavalo Paraguaio rapidinho.

Pois é, e quando a reta começar a fazer curvas, como será que o Coroné irá se virar se não conseguir impor uma dianteira segura em relação a Haddad? 

O pouco que tiver Haddad cairá na sua cesta naturalmente, já que o mesmo é peça de reposição do Lula. Peça de quinta categoria, mas é peça de reposição. A aceitação da peça ficará por conta dos donos dos carros. 

Mas, sentado, não irá ao segundo turno, já que Ciro, eu diria, anda mais solto por aí e sabe que precisa ir juntando um pouquinho aqui e outro ali, pisando em ovos. 

Repito: do espólio de Lula, Ciro e Haddad estão naquela fase onde cada um senta na mesa, faz seu prato, e come. Bem educadinhos. 

Mas quando começar a faltar comida, Ciro irá meter o soco na boca do estômago do Haddad na esperança de comer também os restos alimentares que de lá sairem. E vice-versa. O couro irá comer do lado de lá. 

Do lado de cá será pau no lulismo sem agredir muito Ciro caso Haddad comece a mostrar os dentes. E pq? Para não arranhar a relação com a banda cirista que detesta o PT, permitindo melhor aproximação caso Ciro não vá adiante. 

No final, Bolsonaro engolirá os dois vivos.

Por fim, em cenário recheado de imprevisibilidades decorrentes de uma disputa de fogo acirradíssima pela segunda vaga, as projeções de segundo turno significam pouco ou quase nada. Os institutos deveriam ressaltar essa verdade. Mas...

Que comecem os jogos.

(*) Edinei Muniz é advogado


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