Vice-presidente da Nicarágua acusa opositores por mortes em protestos: 'Golpistas'

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A vice-presidente e primeira-dama da Nicarágua, Rosario Murillo, culpou nesta terça-feira (7) a oposição por exercer um "terrorismo golpista" que causou mortes nos protestos contra o governo de Daniel Ortega.

"São 197 irmãos cujas vidas foram ceifadas pelo terrorismo golpista, por criminosos. Eles nos mataram", declarou Murillo em sua mensagem diária na mídia oficial. Segundo a polícia, morreram 22 policiais e apenas cinco estudantes desde o início das manifestações, em 18 de abril.

"Que paguem por seus crimes. Estes golpistas assassinaram nossos irmãos", disse Murillo.

O número declarado pela vice-presidente contrasta com os mais de 400 mortos contabilizados por organizações de direitos humanos. Muitos deles seriam estudantes, inclusive a brasileira Raynéia Gabrielle Lima, 30 anos, que estudava medicina.

A vice-presidente declarou que o governo sabe quem liderou, promoveu, financiou e executou o "golpe de estado, esta sangrenta tentativa de deter o bom caminho que trilhava" a Nicarágua.

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"Mas vencemos, somos livres, não puderam passar e não passarão", disse a mulher de Ortega sobre os manifestantes, que o governo da Nicarágua chama de "direitistas, satânicos, vândalos, delinquentes" e pessoas "diabólicas".

Perseguição a manifestantes

A oposição denunciou na semana passada que o governo tem empreendido uma forte perseguição e prisões ilegais de ativistas e de pessoas que participaram dos protestos. Médicos, inclusive, foram demitidos por proteger manifestantes.

A onda de manifestações começou no dia 18 de abril, com o anúncio de uma reforma na Previdência que intensficou protestos exigindo a saída de Ortega do poder.



G1


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